Problemas com erros médicos podem ter matado mais brasileiros do que câncer em 2015

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Segundo levantamento, se todos os hospitais do Brasil tivessem um elevado grau de qualidade e acreditação internacional, o número de óbitos por problemas hospitalares seria de 104 mil em um ano

Redação Plena

Estudo inédito da Universidade Federal de Minas Gerais e do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar aponta que a cada três minutos, dois brasileiros podem ter morrido em 2015 por problemas durante a internação, como erros na aplicação de medicamentos, infecção hospitalar e alta hospitalar antes do tempo – isto significa 434 mil pessoas.

Para chegar a esses dados, a equipe de pesquisadores extrapolou resultados obtidos em uma pesquisa de grupo para o número de internações em todos o país.

A constatação: se todos os hospitais do Brasil tivessem um elevado grau de qualidade e acreditação internacional, o número de óbitos por problemas hospitalares seria de 104 mil em um ano.

Transparência

O problema por aqui é a falta de transparência que pauta o processo. No Brasil, os hospitais não são obrigados a divulgar indicadores de qualidade, como tempo de internação ou número de mortes decorrentes de infecções hospitalares, por exemplo.

“Em qualquer sistema de saúde desenvolvido, essa divulgação é pública. Assim como qualquer empresa de capital aberto tem que mostrar sua demonstração financeira, é preciso ter transparência sobre os indicadores de segurança e qualidade”, afirma Luiz Augusto Carneiro, superintendente-executivo do IESS.

Diante de um cenário alarmante como este, muitas famílias recorrem à justiça para terem seus direitos atendidos. O escritório paulistano Jubran, Galluzi & Gonçalves Advogados, especializado em direito à saúde, contabiliza alguns casos de sucesso. No rol de processos há, também, situações de negativas advindas do poder público (Estado), especialmente para o fornecimento de medicamentos e/ou tratamentos de alto custo por parte do SUS – Sistema Único de Saúde.

Reajustes abusivos de prêmios (mensalidades), injustificados ou em razão da mudança de faixa etária; erro médico; negativas de procedimentos, tratamentos, exames, cirurgias, internações; cobertura de despesas de materiais cirúrgicos, inclusive próteses e órteses; cardiologia (marcapasso e stent), neurologia, ortopedia; pagamentos de reembolsos realizados de forma incorreta pelas operadoras de planos de saúde; e pedido de home care são alguns outros exemplos de causas levadas aos tribunais pelo escritório.

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