Especialista explica tudo o que você precisa saber sobre Ginástica Cerebral, a nova aliada do público +60

Posted by
Quem pode praticar? A ginástica cerebral reverte danos do cérebro? Como é possível usar a técnica para turbinar a memória? Veja o que diz a professora Jessica Schmidt

 

 

Redação Plena

 
Depois que publicamos a matéria sobre ginástica cerebral (confira aqui), diversos leitores enviaram perguntas sobre como funcionam os exercícios, quem pode praticar as atividades recomendadas, se a ginástica do cérebro pode reverter danos e como é possível turbinar a memória.
 
Para responder estas e outras dúvidas, a professora de ginástica cerebral do SUPERA –  escola de ginástica cerebral, Jessica Schmidt, aponta abaixo os principais benefícios desta prática.
 
Confira:
 
 
O que é ginástica cerebral?
Trata-se de atividade nova, variada e desafiadora que ativa os neurônios, fortalece as conexões e preserva a massa cinzenta, mantendo funções cognitivas como o raciocínio, a atenção e a memória.  Podemos comparar os exercícios para o cérebro às atividades físicas. Quanto mais você exercita o corpo, mais forte e saudável ele fica. O cérebro, quanto mais estímulos recebe, mais ativo e ágil ele se torna.
 
Quem pode praticar ginástica cerebral?
Todo mundo pode praticar exercícios para o cérebro, de crianças a idosos. Nas escolas de ginástica para o cérebro do Supera, existem grupos divididos por faixa etária. Os alunos trabalham com ritmo individualizado.  O método utiliza jogos, apostilas, dinâmicas de grupo e um instrumento chamado ábaco. Estas ferramentas, além de ajudarem nas funções do cérebro, desenvolvem coordenação motora, facilidade de relacionamento e autoestima.
 
A ginástica cerebral pode reverter danos cerebrais?
A ginástica cerebral é uma atividade mais preventiva, porém muitos dos alunos do Supera chegaram até nós por indicação de profissionais como neuropsiólogos, pedagogos e neurologistas. Estimular o cérebro pode ter um papel complementar nos tratamentos clínicos de doenças neurológicas. 
 
Temos algum número que comprove os benefícios da ginástica cerebral?
Inúmeras pesquisas da neurociência já mostraram os efeitos dos estímulos para o fortalecimento das conexões neuronais. Além disso, temos casos de melhoras significativas de memória, lucidez, coordenação, relacionamento e autoestima entre nossos alunos.  Para te dar um exemplo concreto, temos um professor de Belém que vivia a história daquele filme “Como se fosse a primeira vez”, em que o personagem não tinha memória. Com a prática da ginástica cerebral, ele se recuperou, voltou a dar aulas e deixou os médicos mais animados com a rapidez da sua melhora!
 
Por que com o passar dos anos perdemos a memória?
É comum apresentar falhas de memória com o passar dos anos. O cérebro pode começar a ter perdas cognitivas aos 27 anos de idade. A medida que ele envelhece – assim como todos os outros órgãos do corpo-, os circuitos ficam menos estáveis e o hipocampo (região do cérebro responsável pelas memórias) fica menos eficiente. Os fatores que levam a isso são o envelhecimento natural e a ocorrência de algum tipo de demência. 
 
Como podemos evitar o Alzheimer?
Sabemos que esta doença ainda não tem cura, mas existem remédios para amenizar os sintomas. A ginástica cerebral atua de forma preventiva, justamente para evitar que na terceira idade as pessoas precisem usar remédios, preservando a memória e mantendo uma boa qualidade de vida, com muita saúde e a mente ativa. A ginástica cerebral pode conter as perdas cognitivas na terceira idade. 
 
Como é possível exercitar a memória? 
Existem muitas formas de exercitar a memória. No nosso curso, usamos muito as neuróbicas, nome usado pelos neurocientistas para a aeróbica dos neurônios. Assim como exercitamos os músculos em uma academia de ginástica, podemos exercitar nossos neurônios praticando atividades que exijam esforço de nosso cérebro, como por exemplo andar de costas, escovar os dentes com a mão não dominante, tomar banho com a luz apagada e aprender a dançar.
 

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *