Quer viver por mais tempo e com mais qualidade? Então, leia mais livros!!

A gente já sabe que para manter a saúde, algumas medidas óbvias são essenciais: não fumar, fazer exercícios e ter uma boa dieta, por exemplo. Mas um novo estudo publicado no periódico Social Science and Medicine descobriu uma alternativa mais incomum.

Matéria publicada originalmente na revista Galileu por Humberto Abdo e adaptada pelo Portal Plena

Segundo os pesquisadores, quem lê livros regularmente consegue viver por muito mais tempo.

Com testes envolvendo mais de 3 mil pessoas, eles perceberam que aqueles que dedicam mais tempo à leitura — cerca de 3 horas por semana — tendem a viver pelo menos dois anos a mais do que os participantes que não costumam ler. O resultado parece ter relação principal com a melhoria cognitiva adquirida durante a leitura.

Outros fatores, como idade, sexo e nível de escolaridade, não representaram mudanças na pesquisa.

Durante 12 anos, o grupo dividiu os participantes em três grupos: quem nunca lia nada, quem lia por até 3,5 horas semanais ou menos e aqueles que liam por mais de 3,5 horas toda semana.

Mesmo no segundo grupo, a probabilidade dos leitores ocasionais morrerem nos anos seguintes já era 17% menor do que entre aqueles que não costumavam ler.

“Ao ler livros, parece que criamos uma vantagem de sobrevivência maior do que entre aqueles que não dedicam tempo a esse tipo de atividade”, observaram os cientistas. “A leitura envolve processos cognitivos que promovem a inteligência emocional, empatia e percepção social, características que sempre favoreceram a longevidade e sobrevivência humana.”

O estudo ainda ressalta que, por alguma razão, revistas e jornais não apresentaram os mesmos avanços cognitivos capazes de prolongar os anos de vida do leitor.

Meu pai Geraldo Vargas, 95 anos, saudável, ativo e leitor persistente é uma comprovação tão real desta pesquisa que ousei colocar aqui esta foto familiar. Esta cena, ele com seus livros, é rotineira. (foto Danielli Vargas)

Veja abaixo algumas dicas de bons livros que foram sugeridas por alguns leitores da Galileu.

O Homem que Calculava, Malba Tahan: “Indico para os não amantes de matemática, para terem outra visão da ciência dos números.” – Leandro Millis, pelo Twitter.

Ensaio sobre a Cegueira, José Saramago: “O livro nos leva à reflexão de que, interiormente, somos seres que não conhecemos.” – Miguel, pelo Twitter.

O Velho e o Mar, Ernest Hemingway: “Pela mensagem emblemática, virtuosa e empírica que o texto nos joga impiedosamente na cara. A vida se resume ali.” – Odemildo Ferreira, pelo Facebook.

O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry: “Não importa a idade, o essencial sempre será invisível aos olhos” – Ramon Alves, pelo Facebook.

A Revolução dos Bichos, George Orwell: “Uma fábula moderna que nos leva a pensar sobre o poder e as tentações que o cercam.” – Luiz Guilherme, pelo Twitter.

Diário de Anne Frank, Anne Frank: “Mostra como podemos passar pelas maiores adversidades da vida e ainda sonhar.” – Suyanne Cavalcante, pelo Facebook.

O Mundo de Sofia, Jostein Gaarder: “Excelente para estudar filosofia e te fazer pensar sobre as coisas.” – Lucas Costa, pelo Facebook.

Fernão Capelo Gaivota, Richard Bach: “Um livro que nos mostra a importância de se buscar propósitos mais nobres para a nossa existência. Sempre almejar e fazer as coisas com perfeição, nem que seja apenas para nós mesmos.” – Luma Lopes, pelo Facebook.

O Mundo Assombrado pelos Demônios: A Ciência Vista Como Uma Vela No Escuro, Carl Sagan: “Pode haver uma base de conhecimento ainda ignorada, sem a qual ninguém conseguirá construir o invento que se tem em mente.” – Jéssica Emmel, citando a obra de Sagan, pelo Facebook.

Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley: “Foi uma profecia quase bíblica de como a sociedade perderia a liberdade e o direito de escolha e a privacidade através de uma ditadura altamente tecnológica.” – Rodrigo Geniale, pelo Facebook.

O Sol é para Todos, Harper Lee: “Uma obra ímpar que trabalha de forma peculiar, mas leve, temas de extrema relevância e que são extremamente atemporais (infelizmente) por suas questões sócio-históricas, como o racismo.” – Mateus Ferreira, pelo Facebook.

Os Miseráveis, Victor Hugo: “Os personagens têm uma humanidade e uma força que tornam toda a dor em algo maior: o amor que o ser humano deve ter. Victor Hugo trouxe a pobreza, que era um tema absolutamente novo na época, e apresentou uma humanidade acima das superficialidades e das regras absolutas que geram tantas injustiças. O tema ainda é  atual e verdadeiro. Imperdível!” – Lê Sathie, pelo Facebook.

O Retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde: “Um dos clássicos de Oscar Wilde, com sua imensurável escrita e seus ricos personagens, com personalidades fortes de célebres frases.” – Ana Elizabeth Machado, pelo Facebook.

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