Brasil tem epidemia de dengue: especialistas do dr.consulta apontam sintomas, derrubam mitos e dão dicas práticas para evitar a doença

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Quem pega dengue uma vez está imune? Anti-inflamatório ameniza sintomas? Repelente realmente funciona?  A infectologista Lucy Nagm tira essas e outras dúvidas
Redação Plena
 
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registrou 745,9 mil casos de dengue entre 1º de janeiro e 18 de abril deste ano. O total é 234,2% maior em relação ao mesmo período do ano passado. A incidência de dengue no país para cada grupo de 100 mil habitantes é de 367,8, índice que para a Organização Mundial da Saúde (OMS) representa situação de epidemia. 
 
Com mais de metade dos casos do país, o Estado de São Paulo é o que apresenta os números mais assustadores: são 257,8 mil casos confirmados. A quantidade de pessoas infectadas em março do ano passado foi de 35 mil, ou seja, o ano de 2015 conta com um aumento de quase 700%. 
 
De acordo com a infectologista da rede de clínicas populares dr.consulta, Lucy Nagm, os últimos registros mostram que o local onde as pessoas mais contraem o vírus é em suas próprias residências. "Além dos métodos mais conhecidos como evitar os criadouros, é recomendável a aplicação de repelentes com duração maior que 12 horas, o uso de blusas e calças compridas e, principalmente, manter portas e janelas fechadas, uma vez que os insetos agem 24 horas por dia", orienta a Dra. Lucy Nagm.
 
A especialista acrescenta ainda que os principais sintomas apresentados são febre, cefaleia, dores no corpo e prostração. Segundo ela, a busca por atendimento é pouco utilizada nos primeiros dias desses sinais, o que agrava a situação e dificulta o tratamento. "A estimativa para este ano é de um número de casos três vezes maior que o ano passado. Invés de esperar o prolongamento dos sintomas, a melhor coisa a fazer é procurar atendimento médico logo que houver as primeiras suspeitas da doença", afirma Nagm.
 
Mitos sobre a dengue
 
A Dra. Lucy Nagm também faz um alerta à população para as crenças mais comuns sobre a doença – e que não procedem. "Um dos mitos mais comuns é afirmar que após contrair dengue uma vez, já estará imune nas próximas. Pelo contrário, existem quatro sorotipos do vírus, então as chances de adquirir a epidemia chega a quatro vezes. Outra lenda comum acontece quando acreditam que o uso de medicamentos como AAS ou outro anti-inflamatório faz as dores e a febre passar, quando, na verdade, estes procedimentos só complicam o quadro, podendo inclusive, levar a sangramentos", alerta.
 
 
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