Avós e netos: histórias que irão fazer você se emocionar

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Reunimos em uma só matéria os relatos que mais tocaram os leitores do Portal Plena. Amor, carinho, dedicação, afeto e muito aprendizado estão presentes nessa rica relação entre gerações

 

Por Mariana Parizotto

 
Para homenagear todos os vovôs e vovós, decidimos reunir em uma só matéria as histórias entre netos e avós que mais emocionaram os leitores do Portal Plena nos últimos meses. Amor, carinho, dedicação, afeto e muito aprendizado estão presentes nessa rica relação entre gerações. Difícil ler esses relatos e não sentir um “cisco caindo no olho” – se é que vocês me entendem!
 
O Alzheimer roubou meu “algodão doce”
 
Algodão doce. É assim que, carinhosamente , Cynthia Zunega chamava sua avó, que faleceu há alguns meses em decorrência do Alzheimer.  Cynthia e sua mãe foram as cuidadoras principais da dona Emma Michelini. Amor e muita dedicação não faltaram à matriarca. “Cuidamos da minha avó como um bebê! Pude dizer a ela tudo que tinha vontade. Todos os dias falava o quanto ela era amada por todos nós”, conta.
 
Para o Dia dos Avós, Cynthia fez uma homenagem à dona Emma:
 
Hoje seria "aquele dia" que eu compraria uma cesta enorme e encheria de barras de chocolate! Balas de goma! Bombons! Balas de chocolate!!! Colocaria um papel celofane bem lindo com um laço enorme e entregaria a VOCÊ. Minha estrela rainha!!! Feliz dia da Avó. Espero que aí no céu tenha uma festa linda cheia de doces e alegria!! Você está em meu coração eternamente!!!!
 
Mais amor, menos preconceito, por favor!
 
Vejam só que exemplo incrível! Uma carta divulgada na internet mostra reação de um avô ao saber que sua filha havia expulsado o neto de casa por ele ser gay. No texto, o avô defende o rapaz e corta laços com a filha Christine.
 
Cara Christine,
 
Você me desapontou como filha. Você está certa sobre termos uma “vergonha na família”, mas errou sobre qual.
 
Expulsar seu filho de sua casa simplesmente porque ele disse a você que era gay é a verdadeira “abominação”. Uma mãe abandonar o filho é que “é contra a natureza”.
 
A única coisa inteligente que ouvi você dizer sobre tudo isso é que “não criou seu filho para ser gay”. Claro que não criou. Ele nasceu assim e escolheu isso tanto quanto escolheu ser canhoto.
 
Você, entretanto, fez a escolha de ser ofensiva, mente-fechada e retrógrada.  Então, já que esse é um momento de abandonarmos filhos, acho que chegou a hora de dizer adeus a você. Sei que tenho um fabuloso (como os gays dizem) neto para criar e não tenho tempo para uma filha que é uma vadia sem coração.
 
Se encontrar o seu coração, ligue pra gente.
 
-Papai
 
Matheus, o auxiliar de cuidador
 
Aos sete anos, Matheus orgulha-se de ajudar a cuidar da avó com Alzheimer. Diariamente, o garotinho desempenha a função de “auxiliar de cuidador” com muito zelo e carinho. “Depois da morte do meu pai, minha mãe veio morar comigo, meus três filhos e meu esposo. Desde então, o Matheus e ela se aproximaram muito e isso se intensificou com a doença”, conta a mãe, Daniela de Souza Silva . Ela ainda relata que o filho entende o que a avó está passando, principalmente em relação aos esquecimentos e confusões de pensamento, “toda vez que ela esquece alguma coisa ou até o seu próprio nome, o Matheus acaba sempre a ajudando a lembrar”.
 
Matheus tem tanto tato e cuidado, que às vezes até alimenta a avó, quando a mãe está muito atarefada.  Até mesmo nas atividades cognitivas Matheus é parceiro da avó Almira. Daniela relata que os dois brincam de dominó ou até mesmo divertem-se com os joguinhos do tablet do menino. E quando ela está muito calda ou distante, Matheus não pensa duas vezes: senta-se ao lado dela e começa a contar uma história, “tudo com a maior paciência do mundo”, garante a mãe.
 
O orgulho da neta
 
A internet é repleta de vídeos que viram verdadeiros sucessos de visualizações, mas alguns deles merecem mais do que apenas uma mera olhadinha. O vídeo da Vovó Lole se enquadra nesta categoria, não só porque mostra uma senhora de 98 anos que, com muita disposição,  faz seus exercícios diários, mas pelo carinho com que sua neta, Priscilla Dalledone, fez o registro.
 
As imagens foram feitas num final de semana, quando a neta foi visitar sua avó, Maria Dolores, em Uberaba, Minas Gerais. Priscilla publicou o vídeo no Youtube e logo as imagens se espalharam no Facebook, sendo compartilhadas por mais de 90 mil pessoas. 
 
Veja o vídeo:

 
Neto e avó na escola
 
A faxineira Maria das Mercês Silva, 66 anos, gostaria muito ter frequentado a escola quando pequena, mas seu pai nunca deixou, pois dizia que era coisa de menino e que mulher tinha que saber apenas cozinhar. Sem saber ler e escrever, Maria cresceu, casou, cruzou o país, teve filhos e netos.
 
Depois de ter passado por diversas coisas na vida, ela diz que nasceu de novo, exatamente há dois anos, quando, incentivada pelo neto, dona Maria passou a frequentar a escola pela primeira vez.
 
Mãe de nove filhos e com a família toda em São Paulo, a pernambucana e radicada em Curitiba (PR) não perde uma única aula. 
 
O principal estímulo de Maria vem do neto Felipe Alexandre Feitosa dos Santos, 10 anos, que vive com a avó desde que tinha 1 ano e 6 meses. Sem contato com os pais desde então, o menino sempre foi incentivado a estudar pela avó. A situação foi invertida quando Felipe passou a pedir ajuda nas tarefas escolares e, como resposta, ouvia o choro de Maria. “Eu chorava porque eu não conseguia ajudar nas tarefas”, lembra. “Vovó, vamos para a escola. Vai ser bom para você. Você vai aprender e vai me ensinar”, passou a dizer o neto.
 
Felipe tornou-se um herói mirim do projeto Kids of Curitiba, que retrata o perfil de crianças vencedoras e com histórias de superação no perfil da Prefeitura de Curitiba no Facebook.
 
 

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