Quando foi que me despedi da minha avó? A relação entre netos e avós portadores de Alzheimer

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O relato de Gabriele Bahr ilustra um pouco da relação entre netos e avós e a finitude da vida. Veja

 

Redação Plena 

 A curitibana Marília Becher Bahr cuidou da mãe, portadora de Alzheimer, por mais de 20 anos. Já contamos a história delas aqui no Plena (veja aqui). “Fui a única cuidadora por 14 anos, depois precisei de ajuda na fase terminal. Fui enfermeira, fui a protetora, chorei, fui fraca, fui quem a limpou, fui aquela que a acompanhou até o fim, juntas como a vida toda fomos”, relata Marília.

Recentemente, Marília publicou em seu blog a carta de despedida de sua filha para a avó, Dona Alzira Margarida Becher. O relato ilustra um pouco da relação entre netos e avós e a finitude da vida. Veja:

“Algumas horas atrás minha vó Alzira nos deixou. Em horas assim que nem sabemos o que dizer, depois de tantos anos com a doença de Alzheimer e com os inúmeros cuidados da minha mãe Marília Bahr…

A despedida nem me lembro quando foi, será que foi quando ela ainda conversava comigo? Quando ainda conseguia andar pela casa ou ruas do bairro? Quando olhava fixamente para nós, ou quando já estava difícil manter os olhos abertos?

Na verdade, bem verdade, a despedida parece que nem aconteceu, pois ela está em nossos corações, em paz no coração da nossa família, em paz no coração da minha incansável mãe e de todas as lutas que tivemos até agora.

É luto e tristeza em meu coração"

Gabriele Bahr

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