Aplicação de fisioterapia em pacientes com Alzheimer

Posted by
 
“Muitos familiares não investem em tratamentos assistenciais como fisioterapia e fonoaudiologia, pelo fato da doença ainda não ter cura. Mas é importante frisar que as sequelas podem ser evitadas”, alerta especialista

 

Por Mariana Parizotto

 
 
Uma dos desdobramentos mais significantes do Mal de Alzheimer é a tendência de rigidez muscular e consequente articular, o que leva o paciente ao que popularmente chamamos de "atrofia". Para amenizar estes efeitos, a fisioterapia é apontada como principal aliada tanto na reabilitação motora quanto no retorno às relações interpessoais.
 
Segundo o especialista Dr. Rodrigo Peres, idealizador da Central da Fisioterapia (www.centraldafisioterapia.com.br), a fisioterapia pode ajudar o paciente em todos os estágios da doença, “com a aplicação de técnicas específicas para cada fase, é possível impedir a evolução do quadro, mantendo o paciente com qualidade de vida”, explica. 
 
O especialista relata que o quadro do paciente evolui diariamente, pelo fato dele ficar a maior parte do tempo imóvel (parado). Por isso, em casos mais avançados, a fisioterapia atua tanto na parte motora quanto respiratória. “É possível afirmar que o paciente que faz fisioterapia desde a confirmação do diagnóstico diminui o risco, ou até mesmo não chega à fase mais complexa em relação às sequelas, que podem ser bem severas. Nestes casos, o papel do profissional de saúde, pensando em prevenção, consiste em orientar e conscientizar os familiares, pois muitos não investem em tratamentos assistenciais como fisioterapia e fonoaudiologia, pelo fato da doença ainda não ter cura. Mas é importante frisar que as sequelas podem ser evitadas”, alerta. 
 
Para as famílias que não têm condições de pagar um profissional, a dica do Dr. Rodrigo Peres é manter o paciente sempre em movimento. Alongamentos diários devem ser aplicados para manter as articulações estáveis e a função muscular. Ele aponta ainda que a caminhada é sempre o melhor exercício, pois movimenta todos os músculos do corpo. 
 
“O ideal mesmo é que a família que não tem condição de pagar um fisioterapeuta se reúna e tente pelo menos uma sessão com um especialista para que ele possa orientá-los quanto aos exercícios e posicionamentos adequados ao paciente para evitar sequelas. Infelizmente, sabemos que o acesso a tratamentos adequados ainda é bem limitado até para pacientes que podem pagar pois não temos tantos fisioterapeutas especializados na área neurofuncional”, comenta Dr. Rodrigo Peres.
 
 
 
 

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *