Fisioterapia e Pilates podem combater e prevenir incontinência urinária em idosos

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Você já ouviu falar em fisioterapia uroginecológica? Saiba mais sobre esta técnica

 

Redação Plena / Fonte: Cantinho da Geriatria 

A incontinência urinária é muito comum no idoso. Porém, devemos reforçar que é errôneo achar que é um fato normal do envelhecimento. Uma abordagem e tratamento adequados são necessários para resolver ou diminuir consideravelmente este problema. 
 
Alguns tipos de incontinência podem estar relacionados a problemas no trato urinário inferior. No entanto, outros fatores como, por exemplo, lucidez, utilização de alguns medicamentos, alterações na mobilidade, depressão, diabetes melittus, insuficiência cardíaca podem causar a incontinência urinária. Esse quadro repercute muitas vezes nos aspectos físicos, mentais e sociais, causando grandes transtornos aos pacientes e familiares. Nos idosos, é classificada como noctúria, incontinência urinária transitória e permanente. Uma avaliação clínica deve ser realizada para que o médico detecte qual o tipo de incontinência e que tratamento deve ser adotado, ou seja, conservador ou cirúrgico. 
 
Atualmente, a fisioterapia uroginecológica inclui-se como uma opção extremamente eficaz de tratamento apresentando resultados satisfatórios para a cura e/ou melhora dos sintomas. Concentra-se no tratamento de todos os tipos de distúrbios funcionais da região abdominal, pélvica e lombar em mulheres, homens, crianças e idosos. Através da cinesioterapia (exercícios para contração da musculatura abdominal e do assoalho pévico), cones vaginais, eletroestimulação, biofeedback, terapia comportamental podemos contribuir para melhora ou cura da perda de urina. É uma terapia conservadora e não farmacológica. Porém, quando o paciente tem indicação para a cirurgia, a fisioterapia entra no tratamento pré-operatório e pós-operatório também, contribuindo para os resultados cirúrgicos, mantendo o paciente continente e melhorando sua qualidade de vida. 
 
Outra opção que vem apresentando forte crescimento e resultado eficaz na prevenção das disfunções das musculaturas do assoalho pélvico é a prática do pilates. Como o método envolve a estimulação dos músculos do assoalho pélvico em quase todos os exercícios, existe a melhora na postura e posicionamento pélvico e fortalecimento muscular de toda a região. No pilates para tratamento da incontinência urinária, o foco será ajustar a lordose lombar, os músculos transverso do abdome, multífidos, diafragma e a pelve, reeducando toda a região do pavimento pélvico. Além disso, estudos mostram que pessoas que praticam atividade física moderada tem menor chance de desenvolver incontinência. No entanto, o método vem sendo assunto de diversos estudos que buscam comprovar cientificamente os benefícios relatados por praticantes. Isso reforça a questão de que é necessário praticar o método com um profissional sério e adequado a fim alcançar todos os benefícios adquiridos com prática.
 

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