Pedalada pela Memória cruza São Paulo para conscientizar a população sobre a Doença de Alzheimer

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Bicicletada de 40 Km sai da Alameda Santos, na Zona Sul; campanha chama a atenção para a importância do diagnóstico precoce 

 

Redação Plena

 

A ABRAz (Associação Brasileira de Alzheimer), em parceria com o Aché, promove neste domingo (27/9) a Pedalada pela Memória, com percurso de 40 quilômetros e saída da Alameda Santos, na Zona Sul de São Paulo. O percurso conta com uma parada na Av. Nações Unidas para debater a doença (mais informações para participantes abaixo). A ação fecha a campanha do Mês do Alzheimer na cidade. No total, foram 150 iniciativas pelo Brasil para conscientizar a população sobre a doença e alertar para a importância do diagnóstico precoce.
 
Além da pedalada, a equipe de apoio do evento arrecadará doações de alimentos não perecíveis – leite, arroz, feijão, café e açúcar – para a Casa Comunitária São José, asilo que cuida de pessoas com a Doença de Alzheimer. Hoje, estima-se que 45 milhões de pessoas sejam impactadas pela doença no mundo e 1,2 milhão no Brasil.
"As ações promovidas em todo o Brasil buscam chamar a atenção da sociedade e dos governos para a situação da Doença de Alzheimer no país e para os direitos dos doentes. É fundamental alertar para os problemas enfrentados pelos cuidadores, que são pessoas que contribuem com o tratamento dos pacientes, sejam familiares ou profissionais", explica Maria Leitão Bessa, presidente da ABRAz.
 
Em 2015, a ABRAz está presente nas cinco regiões do país, atendendo uma média de quatro mil familiares por mês. "Queremos desmistificar preconceitos, concluir sugestões para o Plano de Demências no Brasil, propor sua publicação e divulgá-lo na sociedade de forma ampla e eficiente. Por isso, esperamos obter recursos e ampliar as unidades de atendimento, bem como levar a qualificação de profissionais para o diagnóstico precoce da doença", conclui.
 
Segundo Mário Luiz Bochembuzio, diretor médico do Aché, a campanha é fundamental, pois leva informações para as pessoas lidarem da melhor forma com a doença. "A DA responde por cerca de 50% das causas de demência no mundo, que leva à perda do funcionamento cognitivo. Inicialmente, a doença acomete regiões do cérebro relacionadas à memória, mas ela evolui comprometendo funções de linguagem, cálculo e execução de tarefas", explica.
 

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