15% da população têm predisposição para viver até os 100 anos, aponta estudo

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Levantamento realizado por cientistas americanos e italianos mostra que 150 variações genéticas permitem determinar, com 77% de precisão, se uma pessoa será centenária

 

Redação Plena / Fonte: Revista Science

 
Para viver mais, a prática de exercícios físicos, boa alimentação e estímulo cognitivo são fatores fundamentais. Porém, segundo uma pesquisa publicada na revista Science, a questão genética tem um peso importante para a longevidade de uma pessoa.O estudo, realizado por cientistas americanos e italianos, mostra que 150 variações genéticas permitem determinar, com 77% de precisão, se uma pessoa será centenária
 
Segundo Paola Sebastiani, professora de Bioestatística da Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston e autora do estudo, a capacidade de viver 20 anos ou mais além dos 80 é, em sua maior parte, ditada pelos genes. E como as pessoas podem envelhecer de tantas formas diferentes, também se suspeitava que a capacidade de sobreviver a uma idade extremamente alta tem bases muito complexas, envolvendo muitos genes interagindo entre si e com fatores ambientais. 
 
Para o diretor do Estudo de Centenários da Nova Inglaterra e também autor do trabalho, Tom Perls, a pesquisa não levará a tratamentos que farão com que muita gente se torne centenária, mas, sim, permitirá adiar o início da manifestação de doenças relacionadas à idade, como o Alzheimer, por exemplo. 
 
Perls destacou que 90% dos centenários que apresentam problemas de saúde relacionados à idade só começam a sentir esses efeitos após os 90 anos. 
 
Os testes genéticos no grupo de controle do estudo revelaram que 15% deles têm predisposição para a alta longevidade, com chances entre 65% e 98% de viver até os 100 anos, se essas pessoas não forem atropeladas por um ônibus, não sofrerem um acidente, etc. 
 
 
 
 
 

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