Alarmante: a cada 10 minutos, um idoso é agredido no Brasil

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Abandono, roubo, cárcere privado, violência física e psicológica são algumas das principais agressões; Estado precisa ser mais atuante em campanhas de denúncia e conscientização
Redação Plena
 
Hoje não é 15 de junho, o Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, mas temas como estes merecem estar em pauta sempre. Basta ver o tamanho do problema: a cada 10 minutos, um idoso é agredido no Brasil. Em 70% desses casos, o agressor é o próprio filho. Os dados são da Secretaria de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida do Rio de Janeiro.
 
De 2011 até o 1º trimestre de 2014, o Disque-100 registrou 77.059 denúncias de violações de direitos humanos contra pessoas idosas. A violência contra os idosos tem várias facetas. Abandono, roubo, espancamento, humilhação, cárcere privado, violência física e psicológica são alguns exemplos das agressões cometidas. Medo, constrangimento e constantes ameaças são as principais causas que impedem a população idosa de denunciar esses delitos. As agressões ocorrem dentro de casa, de quem, teoricamente, mais se espera amor e proteção.
 
O idoso não consegue anular a relação parental com o agressor da família. Romper esse silêncio muitas vezes gera dor. Esse conflito interno explica porque 90% das denúncias de maus tratos são anônimas.
 
Com o aumento da expectativa de vida do brasileiro, o Estado também terá que olhar com mais cuidado e ação para esta questão. Hoje, temos diretrizes, serviços e órgãos que têm por objetivo proteger essa população, o Estatuto do Idoso, conselhos estaduais e municipais, delegacias de proteção e o Disque Denúncia (181). Mas sem a participação da sociedade e a consciência de cada um de nós, esse ideal de respeito não se constrói.
 
Veja, por exemplo, essa campanha feita em Portugal. Pouco vemos ações deste tipo por aqui. 

 
 

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