Alzheimer: a importância de identificar a doença logo no início

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“Não existe ainda um tratamento curativo definitivo, porém acreditamos que uma rotina com exercícios físicos, aprendizado de novos conhecimentos, estímulo de habilidades mentais tais como raciocínio e concentração (palavras cruzadas / sudoku / leitura diária) é uma boa estratégia para retardar os sintomas da doença”, ressalta neurologista

 

Redação Plena

 

Atualmente, em todo o mundo, existem aproximadamente 35,6 milhões de portadores de Doença de Alzheimer, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, cerca de 1,2 milhão de pessoas foram diagnosticadas com esta patologia. Nas últimas duas décadas com o envelhecimento exponencial da população nos países em desenvolvimento,  a OMS estima que haverá 115 milhões de pessoas com demência nos próximos 40 anos.
 
A Doença de Alzheimer é uma das doenças neuro-degenerativas que comprometem as funções intelectuais, alterando o comportamento e personalidade do indivíduo sendo muitos pacientes reconhecidos popularmente como “esclerosados” ou “caducos”. Os sintomas iniciais incluem perda de memória recente, alterações comportamentais e desatenção evoluindo com dificuldades nas atividades diárias no trabalho ou relacionamento interpessoal.
 
Segundo Dr. Carlos Bosco Marx, neurologista do Hospital Sepaco, o Mal de Alzheimer atinge pessoas a partir dos 55 anos de idade sendo mais comum após a sexta década. “A doença prejudica a relação de sociabilidade do portador, uma vez que a evolução do quadro torna o indivíduo mais dependente para realizar atividades diárias rotineiras. Em quadros moderados a avançados, afeta também a capacidade de aprendizado, atenção, linguagem, memória executiva observando-se na prática pacientes com confusão mental”.
 
“Não existe ainda um tratamento curativo definitivo, porém acreditamos que uma rotina com exercícios físicos, aprendizado de novos conhecimentos, estímulo de habilidades mentais tais como raciocínio e concentração (palavras cruzadas / sudoku / leitura diária) é uma boa estratégia para retardar os sintomas da doença pois estimulam a produção de proteínas  “protetoras“ de conexões neurais”, explica o especialista.
 
Dr. Bosco também destaca que manter uma dieta equilibrada e saudável auxilia na prevenção desta patologia com evidência de redução de risco de até 55%. “Os alimentos saudáveis para o cérebro são: vegetais de folhas verdes, oleaginosas, frutas, grãos, cereais integrais, peixe, aves, azeite e vinho. Já os cinco grupos não saudáveis são: carnes vermelhas, manteiga e margarina, queijo, bolos e doces, frituras e fast-foods. Hoje, existem medicamentos que podem melhorar um pouco a memória e o comportamento, oferecendo assim uma melhor qualidade de vida ao paciente, desde que diagnosticado o problema precocemente”, afirma.
 
Para o Dr. Bosco, é importante que as pessoas tomem consciência que a partir dos 40 anos há um declínio fisiológico da memória relacionado ao processo de envelhecimento porém quando tal perda causa uma modificação ou dano nas atividades diárias do paciente é fundamental buscar ajuda de especialistas para investigar os motivos reais. “Os parentes precisam estar muito atentos a qualquer um dos sintomas citados acima e nas mudanças de hábitos do idoso, já que iniciar o tratamento rapidamente pode ajudar a controlar os sintomas e proteger a pessoa doente dos efeitos produzidos pela idade avançada”.
 
A doença não afeta apenas o paciente, mas também aos seus parentes. A família deve se preparar para uma sobrecarga muito grande, desta forma, além dos cuidados médicos, o doente precisará de muito carinho e atenção de seus entes queridos.
 

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