Anvisa proíbe a venda de clareadores dentais sem prescrição de dentistas

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Cirurgião-dentista alerta sobre o que muda com a nova medida, vigente desde janeiro

 

Redação Plena

Agora é oficial. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) declarou ilegal a venda de clareadores dentais sem prescrição de dentistas. Classificada como uma medida de saúde pública, a decisão, aprovada em janeiro, atende a uma solicitação antiga do Conselho Federal de Odontologia, enquadrando o clareador na categoria de dispositivos médicos. Essa medida abrange a comercialização das tiras, seja em farmácias ou pela internet, e também o uso de produtos ou agentes clareadores que possuam uma concentração maior do que 3% das substâncias: peróxido de hidrogênio e peróxido de carbamida. 
 
O diretor executivo e cirurgião-dentista da DVI Radiologia Odontológica, empresa especializada em diagnóstico por imagem em Odontologia, Hugo Rosin, explica que a restrição da venda de clareadores sem prescrição foi algo realmente necessário. "O material clareador pode provocar queimaduras nas gengivas, recessão gengival e reabsorção dental, danificando o esmalte dos dentes levando, inclusive, a inflamações e dores na boca em pessoas com maior sensibilidade nos dentes", detalha o executivo. Rosin ainda informa que devido à facilidade de se encontrar o produto, muitos estabelecimentos ignoravam as precauções necessárias e vendiam produtos irregulares, sem registro na Anvisa, colocando a saúde das pessoas em risco maior.
 
O especialista também detalha sobre outro tópico importante desta medida. "Todas as embalagem de agentes clareadores dentais previstos na resolução deve conter, obrigatoriamente, em tarja vermelha e em destaque, a expressão: Venda Sob Prescrição Odontológica", detalha Rosin reforçando que se trata de uma adequação importante, já que algumas farmácias não se atentam e não informam aos seus clientes quanto ao perigo da automedicação. 
 
A resolução RDC MS-ANVISA-RDC n 6, de 06.02.15 também engloba a compra de pastas de dentes que prometem clarear os dentes e que contenham mais de 3% das substâncias citadas anteriormente (peróxido de hidrogênio e peróxido de carbamida). "Incluir, nesta medida, as pastas de dentes clareadoras que estão fora dos padrões também foi primordial, afinal, algumas possuíam materiais que podem desgastar a estrutura do esmalte dos dentes", ressalta Rosin.
 
Para quem utilizou fitas, géis ou pastas branqueadoras antes da lei e sem prescrição médica, a recomendação é comparecer ao dentista e solicitar uma avaliação minuciosa, principalmente se, após o uso desses produtos, a pessoa sentiu alguma alteração na sensibilidade da gengiva e dentes. "Para quem pretende viajar para outro país, fica o alerta. O clareamento só deve ser feito no consultório odontológico ou sob supervisão de um dentista", finaliza Rosin.
 

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