Autonomia na terceira idade: Aging in Place faz sucesso no exterior e ganha adeptos no Brasil

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Com algumas simples adaptações para esta nova fase de vida e o suporte pontual de alguns serviços personalizados, idosos podem morar sozinhos e com segurança
Redação Plena
 
Cada vez mais, vivemos em uma sociedade onde ter 65 anos ou mais não é sinônimo de deixar de ser ativo ou perder a independência. Pesquisas recentes dão conta de que a população da terceira idade que prefere morar sozinha cresce em todo o mundo. Na cidade de Manhattan, nos EUA, 50% deles vivem sós, já em Estocolmo, na Suécia, esse número sobe para 60%. O Brasil segue a tendência mundial, segundo dados do IBGE de 2012, 29,4% dos idosos já moravam sozinhos, totalizando quase quatro milhões de habitantes. O que significa um aumento de 215% nos últimos 20 anos.
 
O aumento da longevidade, os avanços da medicina e o acesso à tecnologia mudaram o perfil dos idosos permitindo que eles desfrutem de uma vida mais saudável e ativa. Mas, mesmo diante de tanta disposição é preciso tomar alguns cuidados para garantir a liberdade sem colocar em risco a saúde, por isso, em países da Europa e nos Estados Unidos, um conceito para facilitar a vida na melhor idade com segurança e tranquilidade ganha cada vez mais adeptos. É o "Aging in Place".
 
Segundo Marcia Sena, especialista em qualidade de vida na terceira idade da Senior Concierge, o "Aging in Place" permite ao idoso continuar a sua rotina diária normalmente, sem que precise mudar de sua casa ou perder a liberdade: "Com algumas simples adaptações para esta nova fase de vida e o suporte pontual de alguns serviços personalizados, que vão desde a manutenção da limpeza doméstica até a implantação de um sistema de monitoramento pessoal, asseguram aos que chegam à terceira idade manter a independência, sem colocar em risco sua segurança ou saúde. Este conceito é inovador pois permite que o idoso continue no comando de sua vida, o que promove a autoestima, sem perder de vista suas novas necessidades, impostas pelo desafio do envelhecimento e que precisam ser atendidas", explica.
 
Um dos grandes desafios para que os idosos possam viver sós está na possibilidade de precisarem de um suporte em caso de quedas ou mal súbito como ataque cardíaco ou AVC. Estatísticas apontam que 30% dos idosos caem pelo menos uma vez por ano. Adriana Porto, cliente que contratou o sistema de Teleassistência 24 horas, conta que sua mãe entrou para estas estatísticas. A senhora estava sozinha quando caiu no banheiro e só pôde ser socorrida pela família, de forma rápida e eficaz, porque usava um sistema de monitoramento remoto que, em casos como este, permite o acionamento de um botão de emergência ligado à uma central de atendimento 24 horas: "Foi o que salvou minha mãe. Se ela não tivesse o serviço de teleassistência, teria ficado no chão do banheiro até amanhecer", conta.
 
Em alguns casos, a demora no socorro pode significar a piora de um quadro que poderia ser facilmente resolvido e, muitas vezes, levar à morte. É o que aponta o estudo realizado pelo Ministério da Saúde, que indica que as quedas são a sexta causa de óbito na terceira idade e representam 70% das mortes em idosos com mais de 75 anos.
 
Mas engana-se quem pensa que contar com um sistema de monitoramento remoto é algo complicado. A Enfermeira e Especialista em Serviços de Saúde para a Terceira Idade, Eliana Palmieri, explica que, apesar de ter uma operação muito sofisticada, estes sistemas são muito simples de serem adaptados à rotina dos idosos:  "Eles podem ser encontrados em diversos formatos, como braceletes ou pingentes". A diferença para um acessório comum é que eles são, na verdade, botões transmissores que se conectam a um console com viva-voz que liga a residência com uma Central de Monitoramento 24h. Quando acontece uma emergência, os usuários acionam este botão e, imediatamente são providenciadas ações para que o socorro chegue o mais rápido possível, o que diminui em grande parte os riscos de morte prematura ou sequelas.
 
Eliana ressalta que "A primeira hora após um acidente grave ou de problemas de saúde como infartos e derrames, também conhecida como Golden Hour (Hora de Ouro), é vital para determinar a probabilidade de redução de sequelas e mortalidade. Em casos de AVC, por exemplo, uma em cada duas pessoas se recupera ao chegar no hospital na primeira hora. Se o socorro demorar mais de três horas, a chance de recuperação cai para uma em cada sete pessoas e, após 4h30 da ocorrência, somente uma em cada 14 pessoas fica curada. Quanto mais precocemente a vítima for socorrida maiores serão as chances de recuperação, por isso, os aparelhos de monitoramento remoto estão ganhando cada vez mais adeptos. Eles ainda oferecem a vantagem de que, seja o bracelete ou o pingente são à prova d'água e podem ser acionados inclusive durante o banho.", finaliza. 
 
 
 

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