Brasil está atrasado em tratamento de varizes, diz especialista

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A cirurgia de varizes, habitualmente realizada no país, se tornou rara na Europa e nos Estados Unidos

 

Redação Plena

 

As varizes não são um problema estético, a doença é progressiva, pode causar sérias complicações, como feridas de difícil cicatrização, inchaço nas pernas, manchas na pele e dores, além de incapacitar a pessoa para as atividades diárias. No Brasil, 35% da população acima de 15 anos sofre com o problema. Apesar do Sistema Único de Saúde garantir aos pacientes o direito de fazer cirurgia de varizes gratuita, as filas são grandes e a demora pode agravar o problema.
 
A questão é: Por que não investir em tratamentos tão eficientes quanto a cirurgia, com menos custos para o governo e benefícios para os pacientes? O Prof. Dr. Eduardo Toledo Aguiar – diretor clínico da Spaço Vascular, professor livre-docente de Cirurgia Vascular da USP, membro da ABFL – Associação Brasileira de Flebologia e Linfologia (sociedade dedicada exclusivamente ao estudo das doenças venosas e linfáticas) e da Union Internationale de Phlébologie – defende que a escleroterapia ecoguiada com espuma pode acabar com as grandes filas para tratamento nos hospitais públicos brasileiros.
 
Salvador, a primeira capital a oferecer escleroterapia ecoguiada com espuma a pacientes do SUS, confirma a tese de Aguiar. Em um único dia, em média, 40 pessoas podem ser beneficiadas com esse tratamento. São cerca de 15 minutos no consultório, não há necessidade de anestesia e o paciente pode voltar ao trabalho no mesmo dia. Outro fator relevante é que o SUS até o momento só oferece tratamento cirúrgico de varizes, o que aumenta o custo e ocupa uma grande quantidade de leitos e salas de cirurgia.

 

“Na Europa e nos EUA, os médicos que indicam a cirurgia de varizes são menos de 10%. No novo currículo estabelecido pela Sociedade Americana de Cirurgia Vascular não está incluso o ensino da cirurgia de varizes. Como em vários aspectos, o Brasil continua atrasado. Em 70% dos casos basta uma sessão para um resultado eficiente. Já a cirurgia requer uma avaliação geral do quadro clínico do paciente, a identificação de doenças preexistentes e uma recuperação lenta e dolorosa”, ressalta o especialista.
 

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