Cuidador familiar, você se sente um soldado solitário?

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Muitos cuidadores desenvolvem esta mentalidade sem perceber, mas há soluções para essa situação

 

Redação Plena /  Fonte: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia

Cuidar de um parente idoso ou outro ente querido em sua casa geralmente começa com a melhor das intenções. Ao longo do tempo, no entanto, uma coisa boa pode desintegrar-se em uma situação difícil e tensa. Conhecer os principais pontos de conflito pode ajudá-lo a fazer as mudanças que podem adiar ou evitar a institucionalização do idoso.
 
Um destes “pontos delicados” é  a mentalidade do “soldado solitário”, que muitos cuidadores desenvolvem mesmo sem perceber. Ao se sentirem responsáveis pelo idoso, acabam por assumir a carga completa, indo adiante sem levar em conta suas próprias necessidades emocionais. Resultado final: um soldado gravemente ferido que não pode ajudar ninguém.
 
Na realidade, é preciso um exército inteiro para gerir o cuidado de forma eficaz. Não ter outras saídas emocionais, onde você pode desabafar e ser você mesmo, e não deixar que outros o ajudem nas questões práticas, resulta em uma receita infalível para cair – ou desistir.
 
Síndrome do soldado solitário: soluções
 
Deixe de lado a ideia de que pedir ajuda é um sinal de fraqueza. Se algum dia você precisou de outras pessoas em sua vida, esse dia é hoje.
 
Encontre um grupo de apoio ao cuidador. Os grupos oferecem um nível de apoio emocional e uma mentalidade de solução de problemas em grupo que é diferente de uma terapia individual.
 
Procure um terapeuta se você estiver experimentando sinais de depressão. Não é nenhum estigma para obter ajuda; cuidadores e profissionais de saúde (especialmente demência) estão, de fato, em maior risco de depressão.
 
Faça pausas mensais ou, idealmente, semanais.
 

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