Fábricas de azeites já reprovadas no teste da PROTESTE são interditadas pela Vigilância Sanitária

Recentemente  a Vigilância Sanitária de São Paulo interditou seis fábricas que comercializavam óleo de soja ou óleo misto como se fossem azeite de oliva virgem ou extravirgem, por isso, é importante saber identificar um bom azeite. Veja as dicas da Proteste.

A fraude relacionada aos azeites foi detectada após denúncias feita à Vigilância Sanitária estadual que, então, encomendou análises ao Instituto Adolf Lutz, que, ao realizá-las,  confirmou a suspeita.

Além da Olivenza Indústrias de Alimentos (que distribui entre outros azeites o Torre de Quintela reprovado pela Associação), também foram interditadas outras cinco fábricas na Grande São Paulo: Olima Indústria de Alimentos, em Itaquaquecetuba; La Famiglia Alimentos, em Santana do Parnaíba; Super Via Distribuidora de Alimentos e Transportes, de Guarulhos; Natural Óleos Vegetais e Alimentos (distribuidora do Lisboa, já constatado como fraudado em teste da Proteste), em Cajamar; e Paladar Importação Comércio e Representação de Produtos Alimentícios (importadora do Figueira da Foz, que também não passou em alguns testes da Associação de Defesa do Consumidor), em Santana do Paraíba.

Recentemente, o Ministério da Agricultura já havia reprovado 45 marcas de azeites. Depois a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a distribuição e comercialização de um lote de azeite de oliva extravirgem da marca Lisboa. Agora, uma nova fiscalização feita por um órgão oficial e também condena marcas já reprovadas em testes da PROTESTE – Associação de Consumidores – que realiza testes com azeites desde 2002 e sempre denuncia as irregularidades encontradas.

No último teste, realizado em março deste ano, pela PROTESTE os produtos da Tradição, Figueira da Foz, Torre de Quintela, Pramesa e Lisboa foram considerados fraudados, pois apresentavam indícios de adição de outros óleos de sementes oleaginosas aos produtos, o que não é permitido por lei. Os resultados do teste foram encaminhados para a Secretaria Nacional do Consumidor e ao Ministério Público, solicitando a investigação das fraudes.

Os azeites acima foram reprovados em testes feitos pelo Instituto Adolf Lutz – Crédito: divulgação Proteste


PROTESTE auxilia consumidores na hora de comprar azeite 

Após seis fabricantes de azeite serem interditados, associação auxilia consumidores a fazerem a melhor escolha no supermercado, além de como manter em bom estado o produto.

 

Avaliando a qualidade dos azeites desde 2002, a PROTESTE – Associação de Consumidores –, defende o consumidor de marcas que vendem produtos adulterados ou que afirmam ser extravirgem sem serem. Todas as avaliações são feitas por laboratórios credenciados pelo MAPA (Ministério da Agricultura) e pelo COI (Conselho Oleícola Internacional).

Sendo assim, após a Secretaria Estadual de Saúde (SES) de São Paulo interditar seis empresas por venda de óleo de soja ou óleo misto, com o rótulo de azeite extravirgem, a associação separou algumas dicas para que o consumidor possa escolher o melhor produto nas prateleiras, que atendem rigorosamente as especificações estabelecidas, e também, como conservar melhor o produto em casa. Veja:

Como escolher o azeite:

  • Desconfie de produtos muito abaixo do preço médio de mercado. Alguns se passam por azeite, mas são temperos ou mistura de óleos. Para fugir disso, leia os ingredientes no rótulo (o produto legítimo só tem um item: o próprio azeite de oliva extravirgem);
  • Escolha o azeite que tenha sido produzido há, no máximo, seis meses. Produtos mais frescos preservam melhor suas propriedades nutricionais;
  • Dê preferência para as garrafas que estejam mais ao fundo da prateleira, onde a exposição do produto à luz é menor;
  • Prefira vidros escuros que mantêm a luz afastada e fazem com que o produto dure mais tempo;
  • Preste atenção aos rótulos dos azeites importados. É obrigatório que informem o local de produção e de envase (melhor se forem produzidos e envasados no mesmo local);
  • Não escolha azeites turvos, porque pode ser resultado de um menor grau de filtragem (qualidade);
  • Opte por embalagens menores. Quanto mais tempo aberta, maior será o contato com o ar e a degradação do produto. E não se esqueça de tampar bem após o uso.
  • Atente ao rótulo, porque, para um azeite ser considerado extravirgem, deve possuir acidez de até 0,8% e conter na lista de ingredientes só o azeite de oliva extravirgem.

Conservação:

  • Evite a exposição direta do azeite ao ar, à luz solar e ao calor por períodos prolongados. Por isso, armazene-o em local protegido da luz (por exemplo, em armários), fresco e longe de fontes de calor, como forno e fogão;
  • Da mesma forma, evite transferir a embalagem original para embalagens que ficam sobre a mesa, geralmente expostas à luz e também às variações de temperatura;
  • Nunca coloque o azeite extravirgem na geladeira. Isso causa turvação do produto e pode alterar o sabor;
  • Utilize, preferencialmente, o azeite em preparações frias e nas que têm aquecimento brando, como refogados e ensopados. Dessa forma, você consegue manter todos os benefícios do produto. Porém, ele só perde suas propriedades antioxidantes se você o aquecer por longos períodos e em temperaturas superiores a 180ºC.

fonte: proteste

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