Faculdade Santa Casa de SP recruta pacientes para pesquisa sobre Alzheimer

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O voluntário precisa ter 60 anos ou mais, apresentar os sintomas relacionados à doença de Alzheimer no estágio leve ou moderado e ter um cuidador; saiba como funciona

 

Redação Plena / Texto originalmente publicado no boletim Conectar

A doença de Alzheimer não é mais um tema desconhecido. Trata-se de uma doença degenerativa crônica que leva à perda de memória e à diminuição da autonomia para execução das atividades cotidianas, além de gerar dificuldades de julgamento e de tomada de decisões. Desorientação no tempo e no espaço e mudanças de personalidade também estão entre as principais alterações.
 
Por meio do Grupo de Pesquisas em Neurofarmacologia do Envelhecimento (GPNFE), a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo desenvolve estudos pelo projeto ELIMDA sobre o Alzheimer em busca de novas formas de tratamento e cura.
 
Há 8 anos, o GPNFE começou a estudar o uso do lítio no tratamento da doença de Alzheimer, embora esse medicamento seja há muito tempo utilizado na clínica para tratamento de pacientes bipolares. 
 
Entre 2007 e 2009, esse tratamento foi utilizado em 113 pessoas com doença de Alzheimer e mostrou-se eficiente em impedir o declínio cognitivo de paciente, sem que nenhum efeito colateral fosse relatado. “Nosso interesse era entender como essa dose de lítio estava modulando o cérebro a ponto de estabilizar o declínio de memória. Para isso, fomos estudar a ação do tratamento crônico com microdose de lítio em camundongos transgênicos. Esses camundongos possuem a inclusão no seu material genético do gene da proteína precursora amiloide”, comenta o Prof. Dr. Hudson Buck, coordenador do estudo.
 
Existem algumas hipóteses sobre a causa da doença de Alzheimer. Entre elas está a de que as células do cérebro (neurônios) ficam impossibilitadas de se comunicarem devido ao acúmulo de placas entre elas ou mesmo se estavam sem condições de funcionamento, pois suas proteínas de sustentação tinham se contorcido e formado um emaranhado. Tanto as placas quanto os emaranhados fazem parte das lesões observadas nos cérebros dos pacientes que tiveram doença de Alzheimer e impedem o funcionamento desejado do cérebro, ocasionando os déficits de memória e outras alterações observadas nos pacientes, dependendo da área do cérebro afetada.
 
“Os resultados da pesquisa tanto com pacientes quanto com camundongos demonstram que o tratamento com microdoses de lítio é promissor para estabilização ou até mesmo melhora da memória de pacientes com doença de Alzheimer. Assim, em 2015, na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, teve início uma nova pesquisa, cujo objetivo consiste em ampliar os testes utilizados na pesquisa anterior, além de inserir novos, para monitorar a segurança desse tratamento, por meio de avaliações do funcionamento dos rins, da tireoide e do fígado. Serão feitos ainda exames de ressonância magnética encefálica, para avaliar a estrutura e o volume das áreas relacionadas com a cognição”, diz o Dr. Buck.
 
Voluntários para a pesquisa
 
Para total sucesso da pesquisa, a Faculdade Santa Casa de São Paulo está recrutando pacientes. Para participar do processo, a pessoa precisa ter 60 anos ou mais, apresentar os sintomas relacionados à doença de Alzheimer no estágio leve ou moderado e ter um cuidador que se responsabilize pela participação efetiva no estudo. O participante da pesquisa contará com uma equipe multiprofissional para a avaliação e atendimento, além de ter acesso a exames periódicos sem nenhum custo. O estudo é coordenado pelos professores Dr. Hudson Buck e Dra. Maria Fernanda Mendes. O contato é pelo e-mail elimda@fcmsantacasasp.edu.br ou pelo tel. da FCMSCSP: (11) 3331-2008.
 
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3 comments

  1. OK. Por quanto tempo este paciente será estudado? E depois dos estudos concluídos, ele ou ela conservará algum direito de continuar a ser atendido em relação à saúde geral ou será dispensado?
    Qual a frequência? Vocês darão algum subsídio para condução e alimentação do paciente?
    Quem vocês consideram ‘cuidador’? Familiar e/ou profissional contratado?

  2. Senhores(as).
    Tenho familiar com estágio avançado de Alzheimer. Por essa razão tenho pesquisado onde me é possível
    para obter informações sobre o tratamento e combate à essa doença.
    Gostaria de saber em que estágio estaria a pesquisa com administração de LÍTIO. Onde poderia obter maiores informações.
    Antecipo agradecimentos pela atenção.
    Hugo J. Hermes

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