Holanda incentiva jovens a morarem em residências para idosos

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Projeto permite que estudantes morem em instituições para idosos em troca de 30 horas por mês de trabalho; iniciativa combate a solidão 

 

Redação Plena

 
Em troca de 30 horas de trabalho por mês, estudantes podem se alojar gratuitamente em instituições de longa permanência para idosos na Holanda. É o que relata a matéria intitulada “Dutch retirement homes offer frat house alternative”. A presença de estudantes nestes estabelecimentos permite combater o isolamento em que se encontram os idosos no país. 
 
A matéria comenta o caso de 6 estudantes que vivem em uma instituição que abriga 160 idosos. Os estudantes contribuem com o que falta às enfermeiras e o resto da equipe que trabalha: tempo. Isto é, os estudantes dedicam seu tempo aos idosos residentes. 
 
O coordenador das atividades da instituição explica que os jovens visitam os idosos para “bater papo”, jogar com eles ou acompanhá-los ao shopping, ou ainda fazer compras para aqueles que não têm condições de sair por sua condição de saúde, entre outras atividades. 
 
Diferente de muitos países europeus, onde não existem lugares suficientes para atender as demandas do envelhecimento da população, na Holanda existe uma situação contrária, isto é, há mais espaços para esse tipo de moradia do que idosos que necessitam delas.
 
Por aqui, no Brasil, são poucas as instituições que atendem humanamente e dignamente as pessoas idosas em busca de moradias. O poder público, que deveria dar o exemplo de residências modelo, é totalmente ausente. 
 
Mas voltando à Holanda, ali, a maioria das residências resolveram preencher os quartos vazios com estudantes em troca de trabalho, o que permite equilibrar as contas. 
 
Os promotores da ideia acreditam que esta é uma boa maneira de combater o isolamento social, além de abrir as portas da casa para o mundo, resolvendo assim vários problemas: a falta de alojamento e recursos dos jovens e a solidão dos idosos.
 
Relação intergeracional
 
A diretora da instituição Humanitas, Gea Sijpkes, defende o conceito intergeracional que colocou em andamento há dois anos, assinalando que os idosos participam de forma voluntária das atividades propostas pelos jovens. 
 
Os estudantes se reúnem e propõem atividades em função de seus interesses ou competências. Um deles, por exemplo, ensinou a um grupo de idosos a pintar grafite com aerosol. Outro dá curso de informática a um senhor de 85 anos que aprendeu a enviar email e navegar na internet, buscar vídeos ou fazer uma página no Facebook. 
 

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