Idoso dedica 34,7 horas por semana ao trabalho, segundo IBGE

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Em relação à educação, a média do grupo era igual a 4,6 anos de estudo, ainda de acordo com dados da Síntese de Indicadores Sociais 2013 

 

Equipe Plena

 

De acordo com dados da Síntese de Indicadores Sociais 2013 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 27% dos idosos brasileiros trabalhavam em 2012.  Ainda segundo a síntese, o tempo médio semanal dedicado ao trabalho naquele ano foi igual a 34,7 horas. Vale ressaltar que o  IBGE considera como idoso a faixa etária na qual se situam pessoas com 60 anos ou mais. 

O engenheiro aposentado  Leandro Portela, 63 anos, por exemplo, recebe benefício da previdência social há dois anos, mas continua trabalhando como  consultor. Ele está entre os 15,3% dos idosos identificados na pesquisa que trabalham e são aposentados.

— Continuo trabalhando, porque o que recebo da minha aposentadoria só cobre o aluguel, despesas de condomínio, luz, água, essas despesas de casa e o custo de vida aqui (Rio de Janeiro) é muito caro. Então trabalho para manter o padrão de vida que tinha antes de me aposentar — explicou, ao declarar que pretende trabalhar durante muito tempo ainda. “Porque preciso e também porque gosto muito do que faço”.

A grande maioria (76,3%) dos idosos recebia benefício da previdência social em 2012.  A principal fonte do rendimento de idosos de 60 anos ou mais de idade foi aposentadoria ou pensão (66,2%) sendo que, para o grupo de 65 anos ou mais de idade, a participação desta fonte de rendimento foi de 74,7%. Cerca  de 23,7% dos idosos não recebiam aposentadoria ou pensão, enquanto 7,8% acumulavam ambas fontes de renda.  Ainda segundo o estudo, 15% das pessoas com 65 anos ou mais de idade não recebiam aposentadoria ou pensão e 19,4% estavam ocupados, sendo que do total 29,6% eram homens (29,6%) e 11,6%, mulheres.

A participação relativa do idoso era 12,6% da população total no ano passado. A maioria do grupo era feminina (55,7%) e branca (54,5%) e vivia em áreas urbanas (84,3%). Em relação à educação, a média do grupo era igual a 4,6 anos de estudo.

O IBGE informou ainda que a maioria dos idosos (64,2%) também era a pessoa de referência no domicílio e 47,8% tinha rendimento de todas as fontes superior a um salário mínimo. Outro dado significativo é que cerca de 43,5% residia em domicílios com rendimento mensal per capita igual ou inferior a um salário mínimo.

 

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