Osteoporose será responsável por mais de 66 mil fraturas de quadril no Brasil em 2015

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Segundo a pesquisa, após os 50 anos, o risco de fraturas em mulheres aumenta 50% e em homens de 20% a 25%

 

Redação Plena

 
Segundo o Estudo Brasileiro de Validação em Osteoporose (BRAVOS), é possível estimar a ocorrência de 66.760 mil casos de fratura de quadril por osteoporose este ano no Brasil . Inédita no Brasil, a pesquisa tem como objetivo mapear a incidência de uma das consequências mais graves da osteoporose entre os idosos no país: as fraturas de quadril.
 
“Saber disso nos ajuda a elaborar métodos de prevenção cada vez mais eficazes para um problema que, como se sabe, pode deixar pessoas, já a partir dos 50 anos de idade, paraplégicas e sujeitas a uma série de complicações capazes de reduzir consideravelmente a sua expectativa de vida. Além disso, as fraturas de quadril estão entre os problemas de saúde mais onerosos para o SUS atualmente. Afinal, exigem uma série de cuidados e, quase sempre, são irreversíveis”, diz o reumatologista da comissão científica da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO), Dr. Cristiano Zerbini, que elaborou o BRAVOS, juntamente com a Dra Vera L. Szejnfeld, presidente da instituição.
 
Fator de risco
 
De acordo com o BRAVOS, o principal fator para as fraturas osteoporóticas no país ainda é a idade avançada – o risco já existe a partir dos 50 anos. Segundo a pesquisa, após os 50 anos, o risco de fraturas em mulheres aumenta 50% e em homens de 20% a 25%. “Vale lembrar que a expectativa de vida no Brasil está aumentando. Estimamos que em 2050 o Brasil deverá ter cerca de 34,3 milhões de pessoas com mais de 70 anos, o que deve gerar um aumento considerável nos casos de fratura de quadril por causa da osteoporose”, avalia Zerbini. “Para reverter esta situação é preciso iniciar um trabalho de prevenção o quanto antes entre os idosos, incentivando que eles adotem um estilo de vida saudável, pratiquem exercícios físicos, mantenham uma alimentação rica em cálcio e vitamina D e desenvolvam o hábito de tomar sol de 15 a 20 minutos por dia, ao menos três vezes por semana – de preferência entre às 10h30 e às 15h”, aconselha o reumatologista da ABRASSO.
 

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