Pesquisadores identificam proteína-chave para tratar Alzheimer

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Descoberta pode gerar um novo remédio para atacar a demência

 

Redação Plena / Washington, (AFP)

 
 
Uma proteína que parece ser chave no desenvolvimento do Alzheimer foi identificada por cientistas que garantem que esta descoberta pode gerar um novo remédio para atacar a demência. 
 
Conhecida como GPR3, acredita-se que esta proteína desempenha um papel importante na redução do acúmulo de placas amiloides no cérebro, um fenômeno essencial para o desenvolvimento do Alzheimer, segundo descobertas publicadas na edição desta quarta-feira da revista especializada Science Translational Medicine.
 
Pesquisas conduzidas em camundongos com quatro variedades distintas de demência mostraram que apagar geneticamente a GPR3 resulta numa melhora cognitiva e numa redução dos sinais desta doença no cérebro.
 
Mas como os modelos de Alzheimer em camundongos não equivalem diretamente à condição humana, é necessário levar adiante mais pesquisas para determinar se este mesmo processo pode funcionar nas pessoas.
 
O estudo "é um exemplo de como experimentar com um remédio em diversos modelos pode construir um caso forte para convencer a indústria farmacêutica da necessidade de lançar um programa de desenvolvimento de um medicamento para o mal de Alzheimer".
 
Não existe cura para a doença, que é o tipo mais comum de demência, e nenhum remédio conseguiu até hoje deter o progresso.
 
Mais de 46 milhões de pessoas no mundo sofrem de demência e espera-se que o número de casos aumente para 131,5 milhões em 2050 devido ao envelhecimento da população.
 

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