Saiba como a comunicação não verbal ajuda nos cuidados de portadores de Alzheimer

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A capacidade de sentir bem estar, carinho, sentir-se amado é preservada mesmo nos estágios avançados da doença. Veja algumas dicas de como desenvolver este canal de comunicação

 

por Mariana Parizotto

 

Uma pergunta que muitos cuidadores se fazem diz respeito à comunicação com portadores de Alzheimer já em estágio avançado. Eles ainda sentem estímulos? Ouvem? A resposta é sim! Segundo a psicóloga Simone Manzaro, é possível estabelecer um canal de comunicação mesmo quando o idoso já não apresenta mais a capacidade de comunicar-se.
 
“A capacidade de sentir carinho, de sentir-se amado e querido ocorre por toda a nossa vida independente de qualquer doença. Na doença de Alzheimer e pela minha experiência, o “toque” é um tipo de comunicação não verbal muito eficaz, pois, através dele eu posso chamar atenção, acalmar, acalentar, demonstrar afeto e, promover bem estar”, explica a especialista.
 
Simone alerta que em muitas vezes a comunicação não verbal se tornará  a única ponte entre o cuidador/familiar e a pessoa com Alzheimer.
 
Como estabelecer essa comunicação?
 
De acordo com a psicóloga, pode-se usar de gestos, sinais, olhares, símbolos, a posição do nosso corpo, apontar folhas de papel com frases curtas ou desenhos que tenham o significado de alguma ação, uso de música, expressão facial, tom de voz, frases curtas e visualização de objetos, exemplo: ao perguntar se o idoso quer uma laranja, mostrar a laranja também, dentre outros. “Mesmo em uma fase mais avançada, algum tipo de comunicação não verbal ainda fica preservada, o cuidador/familiar deve aprender a ser sensível para observar a expressão fácil e corporal do paciente bem como suas atitudes, que podem indicar dor, frio, fome, sede e etc. Com amor e paciência tudo é possível”, finaliza Simone.
 

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