SBGG apresenta livro que reúne as 20 melhores redações inscritas no Concurso “Como eu Quero Envelhecer”

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Iniciativa busca derrubar o estigma entre os adolescentes de que o envelhecimento está associado à perdas, doença e proximidade da morte; veja como baixar

 

Redação Plena

Adolescentes das cinco regiões do País, de instituições públicas e privadas, participaram do Concurso Nacional de Redação “Como Eu Quero Envelhecer”, que teve como objetivo levar à esfera da educação do jovem brasileiro o diálogo sobre o envelhecimento, ainda durante o processo de formação deste indivíduo. Inédita, a iniciativa concebida pelo DepartamentoDSC_0177 de Gerontologia da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) deu origem a um livro.
 
 O concurso recebeu um grande número de redações, com um total de 448 textos inscritos, sendo 231 da região Sudeste; 63 do Centro-Oeste; 80 do Sul; 40 do Norte e 30 do Nordeste. A maior parte dos estudantes cursam o 2º ano do ensino médio, com 212 participantes; seguidos de 145 do 3º ano e 89 do 1º ano.
 
 A autora da redação que conquistou o primeiro lugar do Concurso, Julia Baghidadi Pinheiro, de 16 anos de idade, moradora de Morungaba, município pertencente à região metropolitana da cidade de Campinas, interior do estado de São Paulo. A adolescente é estudante do 3º ano do ensino médio da escola pública  Escola Estadual Monsenhor Honorio Heinrich Bernard Nacke.
 
 O resultado geral do Concurso surpreendeu os membros da comissão organizadora do Concurso, que é formada por médicos geriatras e especialistas em gerontologia. Para a presidente do Departamento de Gerontologia da SBGG e idealizadora do Projeto, Maria Angélica Sanchez, a adesão alcançada, esta que é a primeira edição do Concurso, reflete a importância de trazer o tema à discussão junto aos adolescentes e, sobretudo, conhecer a visão desta geração sobre velhice e, também, esclarecer possíveis mitos e estigmas que possam existir sobre o “ser idoso”. “Dar voz a estes adolescentes de hoje, que compõem o grupo que nos próximos 40 ou 50 anos serão os ‘novos velhos’, é um meio de promover que estes futuros idosos sejam mais ativos e façam parte da força produtiva do país”’, relata Angélica.
 
Há hoje no Brasil aproximadamente 24 milhões de pessoas acima dos 60 anos de idade, conforme dados da projeção demográfica do IBGE para 2016. Destes 4 milhões inseridos no mercado de trabalho. Diante desta realidade, Angélica relata ser fundamental mostrar aos jovens que o envelhecimento faz parte de um processo natural do ser humano, que tem início desde o nascimento.
 
Segundo ela, há um mito de que o envelhecimento está associado à perdas, doença e proximidade da morte, ainda parece fazer parte do imaginário de muitos. “Queremos desconstruir o estigma que ainda existe sobre a velhice e mostrar que o envelhecimento não é a via final. Que a expectativa de vida aumenta a cada ano e que há muito que se viver”, relata a especialista em gerontologia.
 
 Para tanto, ouvir os adolescentes, verdadeiros agentes do que chamaremos de idosos no amanhã, ajudará a compreender seus anseios e ouvir suas expectativas e sonhos quanto à velhice, quanto à vida. “É isso o que esperamos com este concurso”, revela o presidente do encontro e da SBGG, João Bastos Freire Neto. Segundo ele, o concurso está integralmente alinhado com a temática central do evento “Como estamos envelhecendo: o indivíduo, a sociedade e o Brasil?”.
 
 Seguindo esta linha de pensamento, a SBGG tem se aproximado dos adolescentes, por meio das escolas de todo o país, para levar informações sobre o envelhecimento e, também, para chamar a atenção das escolas sobre a importância de inserirem conteúdos relacionados ao processo de envelhecimento em seus projetos pedagógicos.
 Esta é a primeira vez que a SBGG – por meio de seu Departamento de Gerontologia – propõe iniciativa, que faz parte do projeto “SBGG vai às Escolas”.
 
 
 

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