Segura a Curva das Mães: projeto apoia mães vulneráveis em meio à pandemia

No período da pandemia do COVID19, mães se unem para mapear e priorizar a vulnerabilidade de outras mães.

A ONG “Instituto Casa Mãe” e o “Coletivo Massa” se uniram para criar o projeto “Segura a Curva das Mães”, que visa garantir que mães e crianças sejam priorizadas no recebimento de ajuda emergencial durante a pandemia do Coronavírus.  A proposta é trabalhar junto às entidades do terceiro setor, coletivos, organizações da sociedade civil e indivíduos na distribuição direta e indireta de recursos para promover e garantir por meio de ações práticas a dignidade e os direitos básicos de mulheres e crianças durante esse período.

Até agora já foram 732 mães mapeadas, o que contando com os dependentes dá um número de mais de 2.641 pessoas, sendo que 69% delas não têm nenhuma pessoa fora de casa ajudando e 27% não tem ninguém pra ajudar nem dentro de casa.

“A maternidade é um papel-relação que depende de um conjunto de normas  que estruturam a posição da pessoa-mãe no contexto social. E, como em outros papéis da sociedade, esse papel muda de acordo com as manifestações sociais e culturais de cada lugar”, explica Thais Ferreira, do Coletivo Massa, uma das idealizadoras do projeto.

Dados do IBGE mostram que no Brasil há mais de 70 milhões de mulheres mães, e entre os anos de 2001 e 2015, o número de lares chefiados por mulheres cresceu 105%, o que significava um total de 28,9 milhões de famílias chefiadas por elas.

Para 10,3 milhões de crianças brasileiras com menos de quatro anos em 2015, 83,6% (8,6 milhões) a primeira responsável era uma mulher, seja mãe biológica, de criação ou madrasta, de acordo com o Suplemento Aspectos dos cuidados das crianças de menos de 4 anos de idade, da PNAD 2015. Vale ressaltar que à época, apenas 45% dessas brasileiras estavam trabalhando.

Ainda de acordo com outra pesquisa da PNAD de 2017, 32,4% das mulheres de 14 anos ou mais no país cuida de um integrante do domicílio, sejam filhos, doentes, pessoas com deficiência ou idosos.

A taxa de pobreza por família, medida pela faixa dos US$ 5,5 por dia, é maior entre famílias formada por mulheres sozinhas e com filhos, as chamadas “mães solo”, que exercem o arranjo familiar monoparental feminino. O indicador representa 57% desse universo, de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais 2017 – SIS 2017, do IBGE.

Por isso, priorizar e garantir apoio emergencial para mães e crianças, além de acompanhar e monitorar o recebimento das ajudas (físicas e emocionais) é o foco desta iniciativa.

A primeira fase de mapeamento e inscrições foi do dia 26/03 ao dia 02/04. Dia 03.04 começa o trabalho de PONTE entre mães e projetos-ações-soluções que as encontrem, bem como a vaquinha online, para criar um fundo de emergência que faça repasses para estes projetos pontes, que priorizem o atendimento a mães e crianças, ou diretamente a mães isoladas.

Para saber sobre os próximos passos do projeto é possível fazer contato com as suas idealizadoras através do e-mail: thaiz@casamae.org.

DOE AGORA: http://bit.ly/doecurvadasmaes

Sobre as organizadoras:

Instituto Casa Mãe desenvolve inteligência social para garantir o bem-estar e o bem-viver social, econômico, afetivo e ambiental para as mães.

Coletivo MASSA tem como objetivo impulsionar uma nova geração de cidadãos conscientes do seu papel como protagonistas de mudanças políticas sociais e ambientais, criando soluções e novas alternativas para corrigir desigualdades, acelerando o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e solidaria.

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