Segurança em cirurgias plásticas começa muito antes da realização do procedimento

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Presidente da SBCP-SP – Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica alerta para os cuidados que devem ser seguidos e os perigos das intermediadoras 

 

 

Redação Plena

 
 
Uma recente pesquisa da ISAPS – Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética apontou que o Brasil não é mais o líder mundial em cirurgias plásticas. Com 1,34 milhão de cirurgias realizadas em 2014, perdeu o posto para os Estados Unidos que registrou, no mesmo ano, 1,48 milhão de procedimentos. Mesmo assim, o volume de cirurgias realizadas é considerado alto. Neste cenário, a Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP-SP) alerta para os riscos dos procedimentos realizados por profissionais sem a devida qualificação e a atuação das intermediadoras, que financiam e parcelam pagamento de cirurgias.
 
Para o Dr. Fernando de Almeida Prado, presidente da SBCP-SP – Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, é importante o paciente optar por um profissional credenciado pela SBCP como membro especialista para realizar uma cirurgia e, se possível, conseguir uma indicação de amigos ou parentes. “O primeiro passo, imprescindível, é o paciente pesquisar antes de escolher um especialista, para ter certeza da idoneidade e qualificação do cirurgião. E a primeira consulta deve ser feita pelo mesmo médico que realizará o procedimento, sendo inadmissível a indicação de uma cirurgia por um profissional não médico”, alerta Dr. Fernando.
 
Nas cirurgias a equipe deve contar com o cirurgião principal, um auxiliar médico e um instrumentador. O anestesista deve estar na sala o tempo todo acompanhando o paciente e não é recomendado realizar muitos procedimentos de uma só vez, o que aumenta o tempo da cirurgia e, consequentemente, os riscos. O material cirúrgico deve ser esterilizado dentro do hospital e os implantes de silicone devem entrar pelo hospital e não pelas mãos do médico.
 
“São recomendações que quando não seguidas podem levar a sérios problemas. Também é importante não haver dúvidas entre médico e paciente sobre a técnica que será utilizada, os implantes que serão colocados, os exames realizados, a duração da cirurgia e qualquer outra questão que apareça durante a consulta. Tudo deve ser esclarecido entre as partes”, ressalta o presidente.
 
O check list também contribui com a prevenção de complicações. Antes da realização de cada cirurgia é feita a verificação de todos os processos e materiais que serão utilizados, para que a equipe se certifique que tudo está de acordo com o que foi planejado para a cirurgia.             
 
O perigo das intermediadoras
 
Atuando como verdadeiros consórcios ou empresas especializadas em buscar financiamento para facilitar a realização de cirurgias plásticas, as intermediadoras seguem totalmente na contramão da sadia relação entre médico e paciente.
 
A partir do momento que outra pessoa faz uma avaliação para indicar a cirurgia o fator comercial se sobrepõe ao fator saúde, o que pode ocasionar graves erros médicos. Alguns profissionais médicos com o objetivo de atenderem a um número maior de pacientes procuram as intermediadoras imaginando ser um facilitador de procedimentos administrativos de sua atividade profissional, sem darem conta do problema ético que está por trás desse comportamento. Outros, porém, tomam esta atitude cientes da falha ética que estão cometendo.
 
“A cirurgia plástica não pode ser vista como um simples negócio, pois quando outra pessoa é envolvida para intermediar a relação médico paciente, ocorre um programa de metas financeiras, além da banalização da cirurgia. O médico deve ser soberano, podendo indicar ou recusar a cirurgia, não devendo haver uma empresa no meio dessa relação”, finaliza Dr. Fernando.
 

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