Vai pesar no bolso: governo autoriza reajuste de até 7,7% no preço dos remédios

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Empresas  farmacêuticas já estão liberadas para aplicar o aumento em mais de 9 mil medicamentos
Redação Plena / Fonte G1
 
O consumidor brasileiro paga mais impostos em remédios do que em revistas ou filmes eróticos. A diferença chega a ser gritante. Segundo dados do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) a carga tributária chega a 34%. Isso quer dizer que um remédio que custa os mesmos R$ 10 da revista tem embutido em seu preço R$ 3,40 de impostos. Quase o dobro da revista para adulto.
 
E a situação pode ficar um pouco pior. Os remédios devem ficar mais caros a partir desta terça-feira (31) em todo o país. A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamento (CMED) fixou em até 7,7% o ajuste máximo permitido este ano aos fabricantes na definição do preço dos medicamentos.
 
A decisão foi publicada no "Diário Oficial da União" desta terça-feira.
 
A regulação é válida para um universo de mais de 9.000 medicamentos e os ajustes são autorizados em três níveis, conforme o perfil de concorrência dos produtos.
 
O nível 1, que tem o maior percentual de reajuste, inclui remédios como omeprazol (gastrite e úlcera); amoxicilina (antibiótico para infecções urinárias e respiratórias). No nível 2, cujo percentual é de 6,35%, estão, por exemplo, lidocaína (anestésico local) e nistatina (antifúngico). No nível 3, que tem o menor índice de aumento, 5%, ficarão mais caros medicamentos como ritalina (tratamento do déficit de atenção e hiperatividade) e stelara (psoríase).
 
O reajuste segue a lógica de que nas categorias com mais genéricos a concorrência é maior e, portanto, o reajuste autorizado pode ser maior.
 
O ajuste de preços considera a inflação acumulada em 12 meses até fevereiro, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e que ficou em 7,7%. Em 2014, o reajuste máximo autorizado foi de 5,68%.
 

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