Você é viciado em redes sociais? Saiba que o uso excessivo desta ferramenta cria barreiras de socialização física e pode aumentar a solidão

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Psicoterapeuta explica até que ponto as redes sociais fazem bem

 

Redação Plena

 
São inúmeros os depoimentos de idosos que não conseguem ficar um dia sem entrar no “Face”. Seja para conversar com amigos, familiares, postar alguma foto, compartilhar uma mensagem motivadora, contar algo sobre sua rotina. O fato é que as pessoas com mais de 60 anos compõem a faixa etária que apresenta as taxas mais aceleradas de inclusão digital. Entre os brasileiros com 50 anos ou mais, a evolução no número de conectados é gigantesca: entre 2005 e 2011, o salto foi de 222,3%, de 2,514 milhões para 8,101 milhões, tornando-os 18,4% de todos os internautas do país, segundo o IBGE.
 
Grupos nas redes sociais como Terceira Idade, Comunidade dos Sessentões, Terceira Idade Conectada, Amigos na Terceira Idade chegam  a reunir mais de 10 mil seguidores cada um.
 
Embora, as redes sociais sejam ótimas ferramentas de comunicação e facilitam a vida em diversos aspectos, a psicoterapeuta Maura de Albanesi alerta que as relações em rede não devem substituir o convívio e contato pessoal. 
 
O uso indiscriminado, sem se preocupar com os vícios de comportamento que a internet pode oferecer é prejudicial. Entender o que esses sites têm a oferecer de positivo e quais são os aspectos negativos é o primeiro passo para estabelecer o seu uso saudável. "É importante avaliar quais são os reais benefícios que elas oferecem. Até que ponto fazem bem? Dou muita importância para o que eu vejo e faço no ambiente virtual? Estou feliz com os relacionamentos que tenho em rede? Perguntas como essas provocam questionamentos internos importantes acerca de como a pessoa se relaciona nestes sites e quais são seus sentimentos em relação a sua vida em rede", argumenta a psicoterapeuta.
 
Veja abaixo quais são os pontos positivos e negativos do uso das redes sociais, elencados pela especialista:
 
Os pontos positivos são:
 
1 – Ajudam a manter os relacionamentos, mesmo à distância: No dia a dia, que é muito corrido, uma simples mensagem alivia a angústia da separação. Uma conversa por vídeo, por exemplo, é uma boa opção para aqueles casais que moram longe um do outro. O contato visual, mesmo que pela tela de um dispositivo móvel, já é suficiente para diminuir a saudade.
 
2 – Suscitam o sentimento de "fazer parte" de um contexto ou relação: Por meio de comentários, curtidas e compartilhamentos o indivíduo encontra uma forma de se fazer presente, interagindo com seus amigos e seguidores. Existem diversos grupos que são formados a partir de gostos e interesses parecidos e isso colabora na construção da identidade.
 
3 – Facilitam a expressão do que se sente e pensa: O compartilhamento de textos, fotos, vídeos e imagens é uma forma saudável de se expressar. Essa é uma oportunidade de compartilhar experiências e opiniões.
 
4 – Dão a oportunidade de pensar antes de reagir: Na comunicação verbal a reação é instantânea, enquanto que na comunicação virtual escrita temos mais tempo para pensar antes de agir. Essa possibilidade diminui as chances de cometer certos constrangimentos.
 
5 – Estimulam a criatividade: Muitas pessoas usam o seu perfil na rede para se expressar e essa abertura, proposta pelas redes sociais, dá ao jovem a oportunidade de mostrar o seu talento. A agilidade da internet, das interações, com respostas instantâneas geram no indivíduo o estímulo de criar novos conteúdos, com objetivo de agradar os amigos e conquistar mais seguidores, o que consequentemente agrada a si mesmo. 
 
Os pontos negativos são:
 
1 – Sensação de solidão: A redes sociais acabam oferecendo um relacionamento superficial onde, muitas vezes, não há um aprofundamento das relações. A pessoa busca intimidade, porém há uma capa de superficialidade que não permite uma interação mais profunda, ou seja, a relação para num certo ponto. A verdadeira dor e a angústia acabam não sendo compartilhadas.
 
2 – Perda de tempo sem perceber: O usuário usa o tempo livre que tem para bater papo no Facebook e Twitter, ou então ver fotos no Instragram. No entanto, o que ele não percebe são os segundos preciosos que gastou. São minutos e horas que poderiam ser utilizados em outras atividades, mais produtivas e instigantes que acabam sendo empregadas às curtidas e compartilhamentos desnecessários.
 
3 – Aumento da fofoca: Gasta-se tempo e energia verificando o que o outro está fazendo, comprando, comendo ou assistindo, uma espécie de Big Brother virtual. Ao invés de cuidar de sua própria vida, de si, o foco fica no outro. 
 
4 – Estimulo à inveja: Muitos conteúdos compartilhados são sobre bons momentos, festas, viagens a lugares lindos ou um jantar num bom restaurante, entretanto nem sempre quem vê estes posts está desfrutando dessas maravilhas. É aí que surge a inveja por não estar na mesma condição que o outro. Esse sentimento não é ruim, o problema se dá em como a pessoa encara a situação.
 
5 – Criam barreiras para a socialização física: A pessoa tímida recorrerá às redes sociais para se expor, porém, dependendo do grau de timidez, o indivíduo pode usá-las como o único canal para interagir com as pessoas, fugindo da exposição face a face. Este distanciamento não é saudável.
 

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