Alimentos estragados mataram 351 mil pessoas em um ano: idosos são os mais suscetíveis

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Nutricionistas ouvidas pelo Plena  ensinam como armazenar carnes, identificar alimentos estragados e higienizar verduras e frutas

 

Por Mariana Parizotto

 
Em 2010, ocorreram pelo menos 582 milhões de casos de 22 tipos de doenças em decorrência da ingestão de alimentos estragados, além de 351 mil óbitos associados a esse tipo de problema. Os agentes responsáveis pela maioria das mortes são a bactéria salmonella (52 mil mortes), a bactéria E. coli (37 mil mortes) — Escherichia Coli, um tipo de bactéria que habita normalmente o intestino humano e o de alguns animais — e o norovírus (35 mil mortes). Os dados alarmantes foram divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), na última terça-feira, 07, Dia Mundial da Saúde.
 
Diante destes dados, o Portal Plena Notícias colocou a mão na massa e conversou com duas especialistas em segurança alimentar para sanar as principais dúvidas sobre armazenamento de carnes, identificação de comida estrada e higienização de verduras e frutas.
 
Vamos às lições:
 
Carnes
 
Segundo Tatiana Stela Krüger, nutricionista da Fundação Pró-Rim, as pessoas costumam ter muitas dúvidas sobre armazenamento de carnes, mas a primeira lição é ainda na hora da compra. “Jamais compre carne em ambientes sujos. Verifique se os colaboradores usam uniformes, isso é muito importante. Evite também açougues que manipulam a carne em tábuas de madeira”. 
 
Depois de comprar a carne, a próxima lição é sobre como mantê-la. A nutricionista Tatiana dá algumas dicas específicas sobre bifes:
 
        –  Se forem comprados refrigerados, devem ser consumidos no máximo em 48 horas e, assim que chegar em casa a primeira coisa a fazer é armazenar na geladeira (6 a 10°).
 
       –  Se for comprar congelado, pode permanecer no freezer até 3 meses (-18°).
 
       –  Caso forem comprados embalados, obedecer a validade da embalagem, porém respeitando a temperatura orientada.
 
      E a carne moída? Muita gente deve estar se perguntado sobre qual a maneira ideal de manusear e conservar este tipo de carne que é dos mais consumidos pelos brasileiros. A nutricionista explica:
 
        – O modo ideal de armazenar/conservar carne moída é em sacolas transparentes próprias e separadas conforme a quantidade a ser utilizada caso for congelar, para descongelar apenas o necessário.  Lembrando que o descongelamento deve ser feito na geladeira.
 
       –  Caso for comprada refrigerada deve ser utilizada em até 48horas,  armazenada na geladeira (6 e 10°).
 
       –  Observar as características organolépticas dos alimentos, que são a cor, odor e textura. A carne moída deve estar vermelha brilhante, consistência firme e elástica, cheiro suave. 
 
       –  Nunca comprar caso estiver com cor arroxeadas, esverdeadas ou acinzentadas com cheiro forte, consistência pegajosa e mole.
 
Verduras, legumes e frutas
 
A má higienização destes grupos alimentares é uma das principais causas de problemas decorrentes de alimentos contaminados, afinal, muitas verduras, frutas e legumes são consumidos crus. Laura Contin de Sousa, nutricionista da Villa Bela Vista Residencial & Saúde, elaborou a nosso pedido um guia prático de como limpar e armazenar: 
1) Lavar em água corrente folha por folha**;
 
2) Diluir um produto para higienização a base de Hipoclorito de sódio na
água;
 
3) Imergir os alimentos já lavados por 15 minutos;
 
4) Colocar as luvas para manipular os alimentos já higienizados;
 
5) Enxaguar os alimentos;
 
6) Se resolver armazenar – colocar em recipiente de inox com filme plásticos e etiqueta com validade de 2 dias;
 
7) Se resolver servir em seguida: Picar, cortar, fatiar e servir em balcão refrigerado.
 
**Lembrar que as frutas se consumidas com casca, exemplo: maçã e pera também devem ser higienizadas.
 
A nutricionista Tatiana, da Fundação Pró-Rim, dá mais um dica caseira: Após lavar as verduras, legumes e frutas na água corrente, coloque os alimentos de molho em uma solução de vinagre  (2 colheres vinagre em 1 litro de água) por 10 minutos.
 
 Ingestão de alimentos estragados x idosos
 
Segundo Tatiana, a intoxicação alimentar é uma doença causada pela ingestão de alimentos que contém organismos prejudiciais ao nosso corpo, como bactérias, parasitas e vírus. “As carnes cruas, frango, peixe e ovos são os alimentos que mais podem desencadear intoxicação alimentar. E vale ressaltar que nos idosos, a intoxicação alimentar costuma ser mais agressiva ao organismo, pois conforme você envelhece, seu sistema imunológico pode não responder tão rapidamente e tão eficazmente aos organismos infecciosos como quando era mais jovem”, explica ela. 
 
Os sintomas de intoxicação incluem: náuseas, vômito, diarreia aquosa, dores abdominais e cólicas que podem debilitar muito o organismo provocando outras doenças.
 
Se você tiver outras dúvidas sobre armazenamento de alimentos, envie sua pergunta para mariana@lyderis.com.br.
 

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