Gordura trans fora da mesa: fique atento com o excesso de gordura saturada nos alimentos que você come

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Gordura trans eleva o risco de eventos cardiovasculares como infarto e derrame

 

Redação Plena

 

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que aproximadamente 17 milhões de pessoas morrem em todo o mundo devido às doenças do coração. No Brasil, que atualmente têm seis em cada dez pessoas acima do peso, segundo pesquisa divulgada recentemente pelo Ministério da Saúde, há cerca de 300 mil óbitos anuais, por conta de infartos e derrames.
 
E um dos grandes vilões desse problema é a gordura trans, presente em diversos alimentos industrializados que consumimos diariamente. Sua função é de aumentar a durabilidade e dar melhor aparência à comida, mas para isso acontecer, é preciso transformar óleos vegetais líquidos em gorduras sólidas, adicionando hidrogênio na composição. A substância também é conhecida como gordura hidrogenada.
 
Esse tipo de gordura, presente em biscoitos, bolachas recheadas, sorvetes, e fast-food, entre outros, eleva o risco de eventos cardiovasculares como infarto e derrame, como ressalta a gerente médica da unidade MIP Aché, Dra. Talita Poli Biason. “O consumo exagerado de alimentos que contém esse tipo de gordura, traz diversos problemas à saúde, como o aumento do colesterol total e LDL e a diminuição do colesterol bom, o HDL, potencializando as chances de problemas cardiovasculares.”, alerta.
 
“O Guia Alimentar para a População Brasileira (GAPB) de 2005 recomenda que o consumo diário da gordura trans não ultrapasse 1% do valor total da dieta diária. Mas especialistas já recomendam que nenhuma quantidade dessa gordura seja consumida. Então é preciso ter muita atenção nos rótulos dos produtos, lembrando que algumas vezes a gordura trans pode aparecer na rotulagem descrita como “gordura hidrogenada””, ressalta o Dra. Talita.
 
COMBATE A GORDURA TRANS
Alguns países já tomaram providências para diminuir o consumo da substância entre seus cidadãos. No Brasil, há nove anos, os fabricantes são obrigados a informar nos rótulos a quantidade de gordura trans presente no alimento. Já nos Estados Unidos, foi anunciado no último mês de junho, pela Food and Drug Administration – FDA, órgão que regulamenta a alimentação no país, que, nos próximos três anos, os produtos alimentícios com a substância deverão ser retirados das gôndolas.
 
“É preciso evitar o consumo de alimentos com esse tipo de gordura em sua composição. Escolha produtos naturais, eles sempre serão as opções mais saudáveis, trazendo grandes benefícios para saúde”, finaliza a gerente médica da unidade MIP Aché.
 

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