Acima de 8º C a insulina perde o efeito e traz riscos à saúde

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Temperatura ideal do medicamento é entre 2º e 8º C – acima ou abaixo disso perde-se o efeito. Farmacêutica dá oito dicas de como manter a qualidade da insulina
Redação Lyderis
 
O Brasil é o quarto País do mundo em número de portadores de diabetes, atrás apenas da China, Índia e Estados Unidos, de acordo com a International Diabetes Federation (IDF). A insulina é um dos remédios mais eficazes no controle da doença. De acordo com a farmacêutica e auxiliar técnica Nathalia Lima, do Grupo Polar – maior fabricante do País no segmento de produtos refrigerantes para transporte de insumos que requerem tempo e temperatura controlados – armazenar e transportar o medicamento de maneira correta garante sua estabilidade e propriedades farmacológicas.
 
“Por ser um medicamento biológico, ou seja, produzido a partir de células vivas, a insulina precisa ser armazenada entre 2º e 8° C. De outra forma, perde totalmente o efeito. Além disso, se o medicamento congelar ou ficar exposto a altas temperaturas pode apresentar mudanças na cor e criar grânulos que causarão dificuldade para a aplicação”, explica a farmacêutica.
 
Caracterizada pelo excesso de glicose na corrente sanguínea, a doença traz importantes prejuízos à saúde e é considerada uma das principais causas de cegueira no mundo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, em 2013 o Brasil tinha 13 milhões de portadores e esse número poderá chegar a 592 milhões em 2035.
 
Hoje cerca de 1,7 milhão de pessoas recebem o medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No Dia Mundial do Diabetes, comemorado amanhã, 14/11, confira dicas da Polar Técnica para manter a qualidade e eficácia da insulina durante seu transporte e armazenamento:
 
Transporte
 
1 – Se o transporte for rápido, no máximo de três a quatro horas, a insulina pode ser transportada em bolsa térmica ou em caixas de EPS (isopor®) – sempre mantendo o cuidado de, logo após a chegada ao local desejado, armazená-la imediatamente na geladeira.
 
2 – Nunca deixar o medicamento dentro do carro, principalmente no porta-luvas, pois é um local que atinge temperaturas muito altas.
 
3 – Em caso de viagens, utilize a bolsa térmica ou a caixa de EPS (isopor®) com um elemento refrigerante (conhecido como bolsa térmica) para garantir a manutenção da temperatura. No entanto, é necessária a utilização de um isolante térmico para envolver o medicamento e evitar o contato direto da insulina com o gelo, pois se isso acontecer ela pode congelar. O ideal é que o paciente utilize a embalagem e o elemento refrigerante recomendados pelas empresas fabricantes do medicamento.
 
4 – Em viagens de avião, sempre levá-la na bagagem de mão, uma vez que o compartimento de cargas não apresenta controle de temperatura.
 
Armazenamento
 
1 – Na geladeira, jamais deixe a insulina na porta – onde há mais troca de temperatura com o ambiente – ou perto das paredes do refrigerador, onde pode sofrer picos de temperaturas abaixo de 2° C e até mesmo congelar. O local ideal é na gaveta de verduras.
 
2 – O medicamento também é sensível à luz, por isso é imprescindível que seja mantido em sua embalagem original, para que não se degrade.
 
3 – A insulina em uso pode ser acondicionada em temperatura ambiente de 15º a 30° C, porém seu período de validade é reduzido.
 
4 – Em cidades muito quentes, é aconselhável que a medicação seja sempre armazenada dentro da geladeira.
 
 

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