Alzheimer: criar conexões com o paciente e usar humor e criatividade facilitam os cuidados diários

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“O ato de cuidar é a maior prova de amor que existe”, diz Margarete de Souza Valente, filha de dona Olívia; veja alguns conselhos dessa cuidadora que não poupa esforços para viver bons momentos com a mãe.

por Mariana Parizotto

 “Procuro interagir com minha mãe o tempo todo. Curto tudo o que posso com ela. Sorrio, pego em suas mãos, olho nos olhos dela, beijo sua testa. Tento criar conexões o tempo todo”. O relato é de Margarete de Souza Valente, cuidadora principal de dona Olívia. A rotina das duas é sempre acompanhada de muita música, “ela adora e sempre que ela aceita, dançamos juntas, mas sempre respeitando as limitações físicas e emocionais dela”,  diz a cuidadora.
Portador de Alzheimer, dona Olívia ainda responde a quase todos estímulos da filha. “Tento incluí-la em várias tarefas, procuro maneiras de deixá-la entretida. O cuidador precisa não só ter paciência como muita criatividade”, comenta. Na hora do banho, por exemplo, Margarete conta que a mãe sempre se nega a ir para o banheiro, mas com muito carinho e histórias, a missão é cumprida, “digo que ela precisa ficar limpinha para passear e ela acaba aceitando, depois passo perfume de bebê nela e a ajudo a aplicar o batom. É importante manter a aparência deles, a autonomia. Sempre elogio, digo que ela está linda. Fico colocando-a para cima. Estimulando”, explica.
Margarete revela que a tarefa diária está longe de ser fácil. “Tem que estar realmente engajado na missão de cuidar. É difícil, cansativo, desgastante. Não tenho férias há seis anos. Para o cuidador familiar não existe fim de semana, feriado.  Mas reforço, o ato de cuidar é a maior prova de amor que existe”. A filha de dona Olívia termina sua entrevista ao Portal Plena com um belo conselho: “tente conduzir sempre o paciente para momentos tranquilos. A beleza da vida está em tudo o que é simples. Ajude-o a contemplar coisas boas”.

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