Alzheimer Precoce não existe só na ficção

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Doença atinge parcela pequena da população com menos de 65 anos, porém é mais agressiva e está, na maioria dos casos, ligada à hereditariedade 
Por Jaqueline Santos
 
Com estreia prevista para fevereiro de 2015, o filme Para Sempre Alice, que conta o drama de uma professora diagnosticada com Alzheimer aos 50 anos de idade, coloca em pauta um assunto que poucos têm conhecimento: essa doença neuro-degenerativa  pode se manifestar em pessoas tão novas?
 
A resposta é sim! Por não ser comum, este tipo de problema parece esquecido pela população, mas de acordo com o neurologista Paulo Bertolucci, o Alzheimer surgir antes dos 65 anos de idade. “O Alzheimer Precoce alcança de 5% a 7% de um total das pessoas portadoras da doença”, explica o especialista. 
 
Assim como o Alzheimer convencional, o precoce possui diagnóstico clínico, feito por um médico que irá definir a existência da doença por meio de exames e do histórico do paciente. Apesar de descoberta da demência acontecer da mesma forma, o Alzheimer precoce costuma comprometer a linguagem e a memória com mais rapidez. 
Segundo o Dr. Bertolucci, frequentemente quem manifesta a doença antes dos 65 possui caso na família. “Os pacientes que desenvolveram Alzheimer precocemente, em sua maioria foi  de forma hereditária. E o que se pode fazer é apenas adiar a manifestação da doença por meio de um mapeamento dos fatores de riscos, porém estes exames ainda são inacessíveis para uma boa parte da população”, diz. 
 
Para melhorar a qualidade de vida do portador da doença, o especialista recomenda acompanhamento médico e uma rotina saudável. “As famílias precisam lembrar que a medicação é só a metade do tratamento. É preciso investir em atividades físicas e intelectuais para o tratamento ficar completo”, aponta o especialista. 
 
As fases do Alzheimer 
 
A doença neurológica pode ser classificada em três fases, inicial, intermediária e grave. Na primeira fase ocorrem lapsos na memória recente, mudanças de comportamento, senso de direção e teimosia, por exemplo. 
 
Na fase intermediaria a perda da memória se intensifica, há repetição dos fatos, estranhamento da casa e dos pertences, começa a dependência física, o vocabulário fica comprometido, além da agressividade ao ser contrariado e o estresse psicológico e a depressão. 
 
No último estágio, a dependência física é total, já que os comandos cerebrais já foram destruídos, o portador não anda e quase não fala,  não reconhece ninguém, perde a sua identidade, entre outros problemas. 
 
 
 

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