Analgésicos podem mascarar problemas mais sérios de coluna

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Especialista acredita que o uso de paracetamol é eficaz em alguns casos, mas é preciso bom senso e saber a hora de procurar ajuda de um profissional

 

Redação Plena

 
 
Pesquisa publicada no The British Medical Journal concluiu que um dos analgésicos mais utilizados, o paracetamol, não tem eficácia no tratamento da dor nas costas. Segundo o estudo, o remédio não proporciona qualquer melhora na funcionalidade ou na qualidade de vida de quem sofre com  dores na coluna.
 
Para o fisiatra intervencionista e diretor do Spine Center, Daniel Pimentel, é preciso cautela diante do resultado apresentado. "A dor nas costas é um sintoma e não um diagnóstico. Sua  causa pode ser um reflexo de várias estruturas do corpo (articulações da coluna, dos discos intervertebrais, dos nervos, dos ossos, ou mesmo dos músculos e ligamentos que envolvem a coluna) e, cada uma requer um tratamento específico " diz o especialista. "A medicação em questão pode ser eficaz em alguns casos", completa.
 
Generalizar o estudo pode ser um problema. De acordo com Pimentel, o paracetamol representa baixo risco ao paciente, principalmente se usado por curtos períodos de tempo. "Isso não significa que não haja risco à saúde pelo seu uso. Toda medicação tem  efeitos colaterais, é necessário bom senso na hora do uso ", ressalta Daniel.
 
As dores nas costas vão além da indicação de se usar ou não paracetamol. "Se o uso constante de medicações analgésicas, anti-inflamatórias ou relaxantes musculares se torna um hábito, pode ser prejudicial ao  organismo e mascarar problemas mais sérios de coluna", alerta.
 
Quando procurar o médico?
 
  • dor persistir por mais de 1 mês
  • dor intensa, principalmente à noite ao deitar
  • dor  que se reflete na perna causando fraqueza, formigamento ou adormecimento
  • dor associada a uma perda de peso não intencional
  • dor acompanhada de inchaço ou vermelhidão nas costas
  • dor após um acidente como batida de carro ou queda importante
  • dor associada a dificuldade de controlar fezes e urina
  • dor acompanhada de febre, tremores ou suor excessivo
  • dor com um histórico prévio de câncer
 
 

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