Atividades cognitivas podem amenizar efeitos do Alzheimer e prolongar a autonomia do idoso

Posted by
Veja alguns tipos de exercícios que estimulam as funções cerebrais comprometidas

Por Mariana Parizotto
 
Não são apenas os medicamentos que garantem um tratamento adequado aos portadores de Alzheimer. As atividades cognitivas atuam como importantes aliadas da terapia medicamentosa para estimular as funções cerebrais comprometidas, podendo trazer mais autonomia ao idoso e amenizando as possíveis perdas por determinado tempo. 
 
Segundo a psicóloga Simone Manzaro, que é voluntária na Associação Brasileira de Alzheimer-ABRAz, o ideal é que as atividades cognitivas, também chamadas de Estimulação Cognitiva, comecem a ser feitas logo no início do diagnóstico, “quanto mais cedo começar, mais benefícios serão sentidos. O paciente terá ganhos com relação ao convívio social, que traz bem estar e qualidade de vida e, no controle de outros sintomas, ajudando-o a viver melhor”, explica.
 
A especialista aponta que há uma diversidade imensa de técnicas que podem ser usadas na estimulação cognitiva, como o uso de calendário para localização espaço temporal, álbum de memória biográfica com uso de fotografias, agenda de atividades diárias, atividades escritas, atividades lúdicas com jogos (quebra cabeça, sudoku, tangran, forca, caça palavras, jogo da velha, jogo de memória) músicas, arte terapia com pinturas, colagens, livros de tecido. “Tudo deve ser supervisionado. Também é importante levar em conta o nível de dificuldade que o idoso apresenta, ou seja, nem fácil demais nem difícil demais. É interessante oferecer aos pacientes possibilidades que eles gostem ou tenham afinidade, senão, a atividade fica chata e nada atrativa”, aconselha Simone.
 
“Pessoalmente falando, trabalho com pacientes considerados na fase inicial e moderada (intermediária). Depois disso, observo o nível de consciência do idoso e tento criar estratégias de estímulo que ainda possam ajudar. Mesmo que o idoso não consiga, por exemplo, escrever, seguro em sua mão e auxilio, ou então realizo a atividade oralmente, nesta fase mais complicada e de difícil compreensão por parte do idoso, a música é uma alternativa sensacional”, indica.
 
 

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *