AVC – como recomeçar

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O Acidente aconteceu e você sobreviveu. Mas, e as sequelas que restaram? Já imaginou querer falar e não conseguir? Retomar as atividades com qualidade de vida é o que vai garantir a saúde emocional desses pacientes

 

 

 Por Dra. Adriana Saad – Fonoaudióloga especialista em disfagias, distúrbios da comunicação, distúrbios neurológicos e audiológicos
 
O AVC (Acidente Vascular Cerebral) está entre as três principais causas de morte, em todo o mundo. Segundo o Ministério da Saúde, está à frente do infarto, câncer e acidentes de trânsito. E não são apenas os idosos que sofrem com o AVC, o número e a frequência de adolescentes e jovens que sofrem Acidente Vascular Cerebral está cada vez maior.
 
 Problemática:
 
O Acidente aconteceu e você sobreviveu. Mas, e as sequelas que restaram? Já imaginou querer falar e não conseguir? Andar e não ter autonomia para se levantar e caminhar? Perder a coordenação para fazer uma simples refeição? Independente da idade, lidar com um universo completamente oposto daquele que a pessoa estava inserida é realmente muito difícil.
 
 Retomar as atividades com qualidade de vida é o que vai garantir a saúde emocional desses pacientes. E é neste momento que a fonoaudiologia entra em ação, atuando em casos de comprometimento das funções neuromusculares, motoras, sensoriais, perceptivas e cognitivo-comportamental. O profissional irá adaptar o tratamento de acordo com as necessidades e limitações do paciente.
 
 Alguns exercícios desenvolvidos são de prática de leitura e escrita de palavras-chave ou frase, ensaio de comunicação verbal ou não verbal e de comunicação social.
 
Vale lembrar que o AVC também pode afetar a deglutição e quando esta região é afetada, o paciente irá necessitar de uma via alternativa, por não apresentar deglutição segura. Afinal, caso ele não esteja deglutindo de forma eficaz, o alimento poderá estar indo para via respiratória e sendo aspirado pelo pulmão, o que pode gerar uma pneumonia por aspiração de alimento e complicar o quadro clínico do paciente. Quem fornece esse diagnóstica é um fonoaudiólogo especialista em disfagia.
 

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