Brasil é líder em mortes por insuficiência cardíaca

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São 100 mil novos casos a cada ano e 12,5% dos internados por causa da doença morrem no hospital. Tratamento é feito por meio de marcapassos, ressincronizadores e desfibriladores implantáveis

 

 

Redação Plena / Fonte: Centro Empresarial de São Paulo (Cenesp) e Boston Scientific

 
O Brasil é o líder mundial em mortes por insuficiência cardíaca. São 100 mil novos casos a cada ano e 12,5% dos internados por causa da doença morrem no hospital, segundo dados da Associação Brasileira de Arritmia, Eletrofisiologia e Estimulação Cardíaca Artificial (ABEC) e do Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial (DECA) da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV).
 
No país, ainda é grande o número de pessoas com alterações graves sem saber que são portadores de insuficiência cardíaca e, portanto, sem receber o tratamento adequado. Um dos meios para se corrigir essa doença é o marcapasso, um dispositivo eletrônico que substitui o sistema elétrico natural do coração, proporcionando a cadência e frequências de batimentos adequadas às necessidades do corpo humano.
 
Enquanto no Brasil há apenas 199 marcapassos implantados por milhão de habitantes, no Chile são 216, na Argentina, 382, no Uruguai, 578 e em Porto Rico, 606. Em países desenvolvidos, a diferença é ainda maior: 746 implantes por milhão na Espanha, 1.126 nos Estados Unidos e 1.267 na Alemanha.
 
O tratamento é feito por meio de marcapassos, ressincronizadores e desfibriladores implantáveis.
 
Insuficiência e arritmia
 
Insuficiência cardíaca é uma doença que resulta de alguma desordem estrutural ou funcional do músculo do coração (miocárdio) e que compromete sua capacidade de bombear sangue. Uma das causas dessa desordem, que pode levar a um aumento do tamanho do coração e provocar arritmias, é o infarto do miocárdio. Os sintomas da insuficiência cardíaca são falta de ar, cansaço fácil, dor no peito e tonturas. Há ainda sinais como palidez, pressão arterial baixa, cianose (coloração arroxeada das extremidades) e edema (inchaço) nas pernas e no abdôme.
 
O tratamento é feito com medicamentos, desobstrução das artérias coronárias, cirurgias para corrigir defeitos congênitos e adquiridos e implante de marcapasso ressincronizador (com ou sem desfibrilador), que soluciona muitos desses transtornos.
 
Já a arritmia é um ritmo cardíaco anormal, que pode ser irregular, acelerado ou lento. A bradicardia significa ritmo lento e muitas vezes é provocada por bloqueios cardíacos, situações em que não há bombeamento suficiente de sangue e oxigênio para o corpo. E a taquicardia significa ritmo acelerado e, se a frequência for muito alta, o coração não encherá de sangue completamente e também não haverá oxigênio suficiente para o corpo, o que pode provocar tonturas, desmaios, pressão arterial baixa e até parada cardíaca.
 
A taquicardia mais perigosa é a fibrilação ventricular, em que o coração não bate, apenas treme, não conseguindo bombear sangue para o corpo. O paciente perde rapidamente a consciência e pode falecer em poucos minutos. Para tratar a fibrilação ventricular, os médicos utilizam a desfibrilação, um choque forte no peito que provoca o retorno do coração ao ritmo normal. O choque pode ser proveniente de um aparelho desfibrilador com pás externas ou de um cardiodesfibrilador implantável (CDI), que é implantado no corpo por meio uma pequena cirurgia.
 
Quando não diagnosticada e tratada corretamente, a arritmia cardíaca pode provocar parada cardíaca, doenças no coração e a morte súbita.
 
Os sintomas da arritmia são palpitações ou "batedeiras", desmaios, tonteiras, confusão mental, fraqueza, pressão baixa, dor no peito. Mas algumas arritmias cardíacas são assintomáticas e podem desencadear uma parada cardíaca inesperada.
 
 
 

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