Brasil precisa de um Plano Nacional para Demência, diz gerontóloga Judy Robbe

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Segundo a especialista, cuidadores familiares de pacientes com Alzheimer, por exemplo, precisam de um suporte efetivo do governo. Cerca de 20 países já possuem programas para demência

 

Redação Plena

 A perda de memória, as mudanças de comportamento, a inversão de papeis, a sobrecarga de ter que cuidar, a culpa por não dar conta de tanta responsabilidade. Estes são apenas alguns dos aspectos que permeiam a vida de cuidadores familiares e portadores de Alzheimer. Afrouxar esses nós e ajudar cuidadores e pacientes a terem uma vida mais digna, tornou-se, há 30 anos, a missão da terapeuta holística e gerontóloga Judy Robbe.

Segundo Judy , que é uma das profissionais mais respeitadas no Brasil quando o assunto é Alzheimer, envelhecimento e cuidados paliativos, o Brasil precisa urgentemente de uma política de saúde e apoio específica para cuidadores familiares e idosos portadores de demências crônicas.
 
Veja a opinião da especialista:
 
Em torno de 20 países já desenvolveram o seu Plano Nacional para Demência e acredito que isto seja importante também para o Brasil, cuja população envelhece rapidamente.
 
Um plano governamental compreensivo para abordar as necessidades de pessoas com demência oferece um mecanismo para a consideração coletiva de um leque de questões incluindo:
 
•             Promover amplamente conhecimentos sobre a demência e o combate ao estigma.
•             Identificar serviços de suporte adequados para todas as fases da doença.
•             Quantificar o número de indivíduos com demência.
•             Avaliar e melhorar a qualidade de serviços de saúde, cuidados sociais, e instituições de longa permanência (ILPIs)
•             Avaliar disponibilidade e acesso a serviços de diagnósticos
•             Esforços da Saúde Pública para conduzir a fiscalização e promoção da saúde cerebral
 
 
 

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