Brasileiros sofrem com graves problemas auditivos; depressão, diabetes e alguns medicamentos podem ser a causa

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Hiperacusia, Misofonia e Zumbido, que já atinge de 34 a 48 milhões de pessoas,  são os mais comuns 

 

Redação Plena

A mudança nos hábitos alimentares – com a ingestão de alimentos calóricos -, as doenças, como a Depressão, o Diabetes e a Hipertensão, e o uso dos medicamentos para combatê-las e até mesmo a exposição a sons altos, dentre outros, fazem com que surjam doenças e sintomas que podem culminar em problemas nos canais auditivos ou que são sentidos neles, como a Hiperacusia, ou Hipersensibilidade Auditiva, a Misofonia e o Zumbido.
 
A Hipersensibilidade Auditiva ou Hiperacusia é uma intolerância aos sons do dia-a-dia. Por mais que seja esperado que os sons altos incomodem mais as pessoas do que os sons baixos, os portadores de Hipersensibilidade já começam a incomodar com sons a partir de 95-100 Decibels (dB). Ela pode aparecer sozinha ou acompanhar o zumbido no ouvido, um som interno e individual que afeta crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. “Para se ter uma noção, uma conversa em volume normal alcança cerca de 65-70dB. Nos casos mais graves de Hipersensibilidade, as pessoas já sentem desconforto ao ouvirem sons de 40 ou 50dB, o que praticamente inviabiliza uma vida profissional ou social”, explica a  Profa  Dra. Tanit Ganz Sanchez, Otorrinolaringologista, com doutorado e livre-docência pela FMUSP, diretora-presidente do Instituto Ganz Sanchez e presidente da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido (APIDIZ).
 
Já a Misofonia ou Síndrome de Sensibilidade Seletiva do Som, conhecida também como SSSS ou S4, é uma aversão aos sons por causa da ‘repetição’ desses, mesmo que forem baixos, como o barulho que uma pessoa faz ao mascar o chiclete ou mascar algo de boca aberta, o fungar do nariz e também o clique que uma caneta pode fazer. “A descoberta é recente, data de 1991, chamada comumente de ódio ao som, mas, sabemos que trata-se de algo crônico e as respostas são emocionais, como a sensação de ansiedade ao estar em um local com o som. Na verdade, esse desconforto não desaparece enquanto o som estiver presente e a pessoa tenta ausentar-se do local o mais rápido possível para se livrar do incomodo”, complementa Tanit. 
 
O Zumbido é definido pela especialista como uma “ilusão com sons” que ocorre nos canais auditivos. “Esses sons podem ser comparados a barulhos de insetos, como grilos, panela de pressão, barulho de chuveiro e cachoeira, dentre outros e ocorre com pessoas de todas as idades, inclusive crianças e adolescentes, podendo comprometer o sono, a concentração na leitura, o equilíbrio emocional e até a vida social e familiar”, explica Dra. Tanit Ganz Sanchez.
 
Um levantamento da Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido – APIDIZ com o apoio do Instituto Ganz Sanchez, indica que no Brasil ha de 34 a 48 milhões de pessoas com zumbido no ouvido, tratando-se de um aumento expressivo em relação aos 28 milhões estimados há quase 20 anos.
 
Diagnósticos e Tratamentos:
 
Hiperacusia (Hipersensibilidade Auditiva)
Como em muitos casos a Hiperacusia vem acompanhada de Zumbido no ouvido e o tratamento para ela é bem similar as pessoas que sofrem de zumbido, com a geração de sons de fraca intensidade, sem que isso gere desconforto ao paciente. No tratamento são inseridos ainda sons da natureza, rádio e televisão para que o paciente passa a se acostumar a esses sons do cotidiano, mas que geram tanto incomodo.
 
Misofonia
Como não há cura para a Misofonia, é recomendado a realização de terapias comportamentais para que o paciente passe a aceitar o problema, bem como conviver melhor com ele. Ensinar que essas pessoas a se sentirem incomodadas com os sons canalizem suas atenções para outros focos, pessoas e coisas que estejam acontecendo ao redor no mesmo instante.
 
Zumbido
Apesar de muitas pessoas pensarem que não existe tratamento para o Zumbido, já existe  e vários pacientes já receberam melhora no sintoma e também alguns alcançaram a cura, mas, para que seja iniciado é preciso uma análise do paciente e que englobe a rotina de trabalho, os hábitos alimentares –  a ingestão de gorduras, cafeína e doces – se toma alguma medicação de uso contínuo e qual o volume e a intensidade que o paciente escuta música, dentre outros. Só com esse perfil é possível tratar o paciente de forma adequada, seja com medicamentos ou com a reeducação para algum hábito ruim.
 

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