Câncer de pele: doença é a mais comum entre todos os tipos de câncer

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Até o final deste ano, são estimados 188.020 novos casos. Cuidados com a pele devem ser redobrados durante o verão
 
Redação Plena
 
 
De acordo com o Programa Nacional de Combate ao Câncer de Pele, essa doença é a mais comum entre todos os tipos de câncer, representando mais da metade dos diagnósticos. Até o final deste ano, quase 189 mil casos devem ser registrados no país.
 
A dermatologista Dra. Maria Kotzias, da MK Derma, explica que o câncer de pele não melanoma é o mais comum, sendo o melanoma o menos incidente. “Cada caso é um caso, é preciso avaliar e acompanhar os pacientes. Mas o mais importante e primário tratamento para o combate ao câncer é a informação. É preciso alertar sobre os riscos gravíssimos que a exposição de forma inadequada ao sol pode causar. A maioria dos casos pode ser evitada com simples medidas de proteção solar”, comenta Kotzias.
 
Por outro lado, dados coletados na Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele, da SBD, mostram que os brasileiros estão longe de se proteger adequadamente. “Estamos no final do ano, época em que as pessoas saem de férias e geralmente vão à praia, usam e abusam do sol. Cabe a nós profissionais instruir de forma correta a exposição e falar dos sérios riscos que um câncer pode representar à saúde”, acrescenta a dermatologista da MK Derma.
 
 O que é o Câncer de Pele?
 
Trata-se de uma doença definida pelo crescimento anormal e descontrolado das células que formam a pele. “Qualquer célula que compõe a pele pode desencadear um câncer. A doença pode ser não melanoma e melanoma. Entre os não melanoma, há o carcinoma basocelular, que é o mais frequente e menos agressivo, e o carcinoma espinocelular, mais agressivo e de crescimento mais rápido”, explica a Dra. Maria. O tratamento varia de caso para caso e de acordo com o tipo do câncer, mas a recomendação é quase sempre cirúrgica para a remoção do tumor.
 
Como prevenir?
 
A prevenção deve ser feita todos os dias, mas no verão os cuidados devem redobrar! Mesmo em dias de frio ou chuvosos, é necessário usar filtro solar. “A orientação é unânime: evite o sol entre 10h e 16h, use diariamente filtro solar com FPS mínimo 30, reaplique o protetor a cada duas horas. O uso de chapéus ou bonés e camisetas também ajuda muito para evitar alterações celulares que desencadeiam a doença. É importante frisar que quanto mais queimaduras solares, maior é o risco”.
 
Atenção: lembre-se de consultar um dermatologista para saber qual o melhor protetor para o seu tipo de pele.
 
Fatores de Risco
 
O sol não é o único vilão. Existem outros fatores de risco, entre eles a idade e o sexo, a característica da pele, o histórico familiar e pessoal e também a imunidade.  “A doença surge com mais frequência na idade adulta, mas ninguém está isento. Pessoas com a pele, cabelos e olhos claros também estão entre os que têm mais chances de ter a doença, assim como os albinos. Uma pele que sempre se queima e nunca bronzeia também corre mais risco”, explica Dra. Maria Kotzias.
 
Quem tem pintas espalhadas pelo corpo também precisa ficar atento a qualquer mudança, como novas pintas ou alterações na cor e formato das que já existem. “Quem tem antecedentes na família ou quem já teve câncer ou lesões pré-cancerosas precisam ficar alertas. Além disso, quem tem o sistema imunológico enfraquecido também pode desencadear a doença com maior facilidade”, explica a dermatologista.
 
O ideal é seguir criteriosamente as dicas de prevenção. Quem tem fatores de risco deve ser acompanhado por um dermatologista. “Em casos de alto risco, a recomendação pode ser a prevenção total contra exposição solar. Para essas situações, o especialista pode recomendar suplementação com vitamina D para evitar a deficiência e conseguir manter o paciente o mais longe possível do sol”, finaliza Kotzias.
 
 

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