Caso Maguila: parece Alzheimer mas é demência do pugilista

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Saiba mais sobre a doença degenerativa Encefalopatia Traumática Crônica

 

Redação Plena

 
De início, os sintomas pareciam esquecimentos normais de carteiras, chaves. Até que as situações se tornaram mais graves e perigosas, como quando o ex-lutador Maguila saía de casa e ficava perdido, desorientado. Uma agressividade inesperada foi surgindo, e a esposa se viu desamparada e buscou ajuda dos especialistas. O primeiro diagnóstico veio em 2010: Mal de Alzheimer – doença progressiva que destrói funções cerebrais. Mas tudo começou a fazer mais sentido três anos mais tarde, depois do segundo diagnóstico: Encefalopatia Traumática Crônica, uma doença cerebral degenerativa que afeta principalmente pessoas com histórico de lesões constantes na cabeça. A doença provoca o acúmulo da proteína TAU que causa o processo degenerativo no cérebro.
 
 
Conhecida também como “demência do pugilista”, a Encefalopatia Traumática Crônica passou a ser estudada clinicamente há mais de cem anos em lutadores de boxe. “Esses atletas, depois de repetidos traumas no crânio, sofriam demência ou declínio na capacidade mental, problemas de memória, parkinsonismo ou tremores, além de comprometimento de coordenação motora”, destaca Dr. Renato Anghinah, coordenador do Núcleo de Neurologia do Hospital Samaritano de São Paulo.
 
Na realidade, os sintomas são parecidos com o Alzheimer. Mas o olhar diferenciado para os casos de demência pugilística ajuda na evolução do tratamento e na melhor qualidade de vida de pacientes
 
De acordo com o Dr. Anghinah, em 2014 foi registrado o primeiro caso em um jogador de futebol no Brasil. E mais, nos últimos anos houve um grande aumento de casos descritos em jogadores de futebol americano e também em outras modalidades esportivas, como no hóquei e rugby.
 
O diagnóstico da doença é realizado por meio de uma avaliação com o neurologista e exames de imagem, como o PET/CT. “É importante que o paciente busque por um especialista experiente, pois, apesar de a doença ser descrita há mais de cem anos, ela só ganhou evidência de dez anos pra cá. Somente um médico com conhecimento na doença conseguirá fazer um diagnóstico preciso”, afirma o neurologista.
 

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