Depois de enfrentar câncer de mama, atriz Arlete Salles apoia campanha que busca tratamento igualitário para todas as mulheres

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Somente em 2015, o Brasil deve registrar 57 mil novos casos da doença. A cura depende da agilidade do diagnóstico e do tratamento

 

Redação Plena

A atriz Arlete Salles, que enfrentou recentemente o tratamento de câncer de mama, resolveu se engajar publicamente no combate à doença. Com uma participação especial, Arlete aderiu à campanha “PARA TODAS AS MARIAS – DIREITOS IGUAIS NO TRATAMENTO DO CÂNCER DE MAMA”, que visa garantir o direito igualitário aos tratamentos para o câncer de mama avançado no Brasil, tipo de câncer mais incidente entre mulheres na atualidade, depois do câncer de pele não melanoma. 
 
Em depoimento exclusivo publicado na página oficial da campanha (www.paratodasasmarias.com.br), a atriz declara, sobre as dificuldades encaradas pelas pacientes, que  "além de enfrentar o problema, a mulher tem que lutar por tratamento igualitário, justo no momento mais crítico da doença, quando ela está mais fragilizada do que nunca".  
 
O site da campanha traz uma petição pública online, que hoje já tem mais de 5 mil assinaturas, na qual a FEMAMA – FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS DE APOIO À SAÚDE DA MAMA – convoca o público a se envolver com o tema. 
 
Canário atual do câncer de mama no Brasil
 
O câncer de mama ainda é um grave problema de saúde pública. Segundo dados do Tribunal de Contas da União (TCU), cerca de metade das usuárias do SUS diagnosticadas no país, em 2010, apresentava a doença em estágio avançado. A cura depende da agilidade do diagnóstico e do tratamento. No caso de metástase, quando o quadro já está mais avançado, as chances são menores e o índice de óbitos chega aos 90%. O tratamento para câncer metastático tem o objetivo de melhorar a qualidade de vida e promover o controle de sintomas por toda a vida da paciente. Medicamentos modernos permitem prolongar o tempo de vida sem progressão da doença e oferecem menos efeitos adversos, postergando a necessidade de quimioterapia e, dessa forma, possibilitando uma vida com mais qualidade para mulheres que enfrentam a doença neste estágio. Estes medicamentos, no entanto, apesar de inclusos na cobertura dos planos de saúde, não estão disponíveis na rede pública para mulheres com câncer de mama metastático. Há mais de uma década nenhum novo tratamento é oferecido na rede pública para essas pacientes. Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), somente em 2015, o Brasil deve registrar 57 mil novos casos de câncer de mama.
 

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