Diabetes e pressão alta são as principais causas da doença renal crônica

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No Brasil, estima-se que a doença atinge cerca de 1,5 milhões de pessoas, sendo que a maioria delas desconhece a enfermidade

 

Redação Plena

 
No dia doze de março foi celebrado o Dia Mundial do Rim. A data tem um único objetivo: alertar sobre a saúde dos rins. Atualmente, uma em cada dez pessoas sofre de Doença Renal Crônica, definida como a presença de alterações estruturais ou da função dos rins por um período maior do que três meses. No Brasil, estima-se que a doença atinge cerca de 1,5 milhões de pessoas, sendo que a maioria delas desconhece a enfermidade (fonte: SBN).
 
Segundo o nefrologista Marcelo Rodrigues Bacci, professor da Faculdade de Medicina do ABC e médico da clínica de Doenças Renais Nefrolog, duas das principais causas da ocorrência da doença são a presença do diabetes e da hipertensão arterial. “Quando não controlados, estes fatores são responsáveis pela deterioração lenta e progressiva do funcionamento dos rins. A idade avançada, situação cada vez mais comum na população brasileira, também contribui para sua deterioração”, explica o nefrologista. Há ainda outros fatores que afetam a saúde dos rins: uso abusivo de anti-inflamatórios e alguns antibióticos, infecções urinárias de repetição, cálculo renal, tabagismo e nefrites.
 
Atualmente, cerca de 100 mil brasileiros encontram-se no estágio mais avançado da Doença Renal Crônica (fonte: SBN), ou seja, quando os rins já não são capazes de desempenhar sua função no organismo. Estes pacientes, então, são encaminhados para a diálise, onde o sangue é filtrado de maneira artificial, podendo ser externamente, através de uma máquina (hemodiálise), ou internamente, com uso de medicação (diálise peritoneal).
 
O Brasil é o terceiro maior mercado de hemodiálise do mundo e os gastos anuais do Ministério da Saúde com as terapias renais substitutivas chegam a 2,2 bilhões de reais (fonte: SBN). Caso não seja possível realizar o transplante de rins, a diálise acaba sendo feita por toda a vida do paciente.
 
Para o Dr. Marcelo Rodrigues Bacci, pelo fato da doença ser assintomática e descoberta somente em seu estágio final, ações preventivas podem evitar o atual cenário. “Atitudes simples como consultar um especialista periodicamente, realizar exames de sangue e urina, manter um controle rigoroso da diabetes e da pressão arterial podem prevenir ou retardar o surgimento da Doença Renal Crônica. Além disso, é preciso ter um estilo de vida saudável que inclua boa alimentação, prática de exercícios físicos regulares, controle do peso, ingestão de grandes quantidades de água diariamente e por fim excluir o tabagismo de sua vida”, finaliza.
 

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