Doenças cardiovasculares são responsáveis por 29,4% das mortes no Brasil em um ano

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Sedentarismo, dieta inadequada e obesidade: tríade que aumenta o risco de doenças cardiovasculares está cada vez mais presente entre os brasileiros

 

Redação Plena

 

Os brasileiros estão cada vez mais sedentários e se alimentam mal. O resultado é o aumento do risco das chamadas doenças cardiovasculares: infarto, acidente vascular cerebral (AVC), e também arritmias cardíacas, isquemias ou anginas, responsáveis por 29,4% de todas as mortes registradas no País em um ano, segundo um dos últimos estudos do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, de São Paulo, realizado em 51 cidades brasileiras.
 
Contribuindo ainda mais com os fatores de risco das doenças cardiovasculares, além do sedentarismo, a dieta do brasileiro está longe do ideal. Somente 37,3% dos brasileiros consomem o volume recomendado de hortaliças e frutas (cinco porções diárias). Quase o mesmo percentual de pessoas que consomem frango ou carne com excesso de gordura (37,2%), o que pode levar a doenças como a diabetes, a obesidade e pode causar distúrbios no cérebro. Estes são números comprovados pela Pesquisa Nacional de Saúde (2013), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
 
Uma dieta desregrada aliada ao baixo gasto de energia pode desencadear no aumento de peso e obesidade. Conforme mostra pesquisa do Ministério da Saúde, Vigitel 2014, o índice de obesidade está estável no país, porém o número de brasileiros acima do peso é cada vez maior. O estudo alerta que o excesso de peso já atinge 52,5% da população adulta. Essa taxa, nove anos atrás, era de 43% – o que representa um crescimento de 23% no período. Também preocupa a proporção de pessoas com mais de 18 anos com obesidade, 17,9%. Os quilos a mais na balança são também fatores de risco para doenças crônicas, como as do coração, hipertensão e diabetes, que respondem por 72% dos óbitos no Brasil.
 
Círculo vicioso dos maus hábitos 
 
Fumar aumenta em 30% o risco de ter um ataque cardíaco;
 
O sedentário tem chance 40% maior de ter doença cardíaca;
 
A hipertensão arterial age silenciosamente, prejudicando rins, vasos sanguíneos e coração, e aumentando o risco de infarto e acidente vascular cerebral;
 
O excesso de colesterol ruim (LDL) que não foi eliminado pelo fígado será depositado na parede das artérias, formando placas de gorduras que podem "entupi-las", dificultando a passagem do sangue. Ter colesterol alto e não controlado tende a encurtar a vida. Já o colesterol bom (HDL) deve ser elevado para reduzir o risco de doença cardiovascular;
 
No indivíduo com diabetes, o pâncreas produz menos insulina, e a quantidade de insulina produzida é insuficiente para transformar todo o açúcar do organismo em energia. Sendo assim, "sobra" açúcar no sangue, e esse excesso de açúcar favorecerá o acúmulo de gorduras na parede arterial;
 
O estresse em geral se associa a outros fatores de risco e pode ser muito perigoso. O estresse agudo (de começo rápido) e crônico (de longa duração) provoca excesso de atividade do sistema nervoso e pode elevar a pressão arterial, níveis elevados de colesterol, estimular o vício de fumar e provocar excessos alimentares.
 
Como reduzir o risco de doenças cardiovasculares?
 
Para diminuir o risco, dois tipos de prevenção devem se complementar: mudança de hábitos é o primeiro passo; o segundo é o uso de medicação preventiva de acidentes cardiovasculares, em casos de pacientes que já tenham sofrido algum problema cardiovascular. Na parte dos hábitos, a alimentação diária deve ser saudável e equilibrada, rica em frutas, verduras e legumes. Apenas isso já diminui em 30% as chances de infarto. A prática de exercícios físicos deve ser regular, o que reduz em 14% os riscos de um ataque cardíaco.  Por fim, o fumo deve ser evitado, pois além de o cigarro conter cerca de 4.720 substâncias químicas, ao menos 60 delas reconhecidamente cancerígenas, irritantes e tóxicas para os pulmões, aumenta em 200% o risco de ter um AVC. Caso algum distúrbio metabólico (hipertensão arterial, diabetes, colesterol e triglicérides altos) já tenha surgido, é preciso tratá-los adequadamente.
 

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