Doenças crônicas como diabetes e hipertensão são as que mais consomem recursos financeiros de idosos

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A prevenção está na alimentação! E saiba que se alimentar bem pode sair muito mais barato e garantir a tão almejada qualidade de vida na terceira idade

 

Redação Plena / Fonte: Nutrii

Se por um lado a longevidade é positiva e resultado de conquistas da sociedade, por outro é um sinal alarmante para governos e famílias. Países desenvolvidos como Estados Unidos, Japão e França também apresentam uma crescente no número de idosos, porém este fenômeno observa-se há muito mais tempo e, em comparação com o Brasil, segue numa marcha mais lenta. O que isso significa? Enquanto países desenvolvidos tiveram aspectos sociais envolvendo a população idosa moldados ao longo de várias décadas, nós teremos que tomar medidas urgentes para lidar com este novo cenário.
 
Saúde e renda
 
Sem dúvida a saúde é a preocupação número um de todo idoso. A convivência com doenças crônicas é o grande desafio para a saúde do idoso. Entre os principais males que afetam essa parte da população, doenças crônicas como diabetes e hipertensão são as que mais consomem recursos financeiros devido à necessidade de medicação contínua e tratamentos específicos. Apesar de programas como a distribuição de medicamentos gratuitos ou mais baratos, muitos idosos ainda gastam muito com esse tipo de enfermidade. Além dessa preocupação, uma parte dessas pessoas são acometidas com doenças degenerativas, que aumentam ainda mais a necessidade de atenção e cuidados especiais.
 
É natural que com o avanço da idade alguns males surjam: desgaste ósseo, problemas na visão e audição, problemas do trato urinário e digestivo, etc. Porém é preciso estar atento aos sinais do organismo: no Brasil, doenças respiratórias, cardiovasculares e acidentes vasculares cerebrais (AVC) são as maiores causas de morte, representando cerca de 70%. Na maioria dos casos a prevenção, diagnóstico precoce e mudança de hábitos poderiam ter mudado a história dos pacientes. Mais do que qualquer fase da vida, a vigilância e disciplina durante a terceira idade são importantes para que a saúde não seja seriamente comprometida.
 
Muitas pessoas só passam a ter hábitos saudáveis e praticar exercícios após o diagnóstico de uma doença crônica ou degenerativa, porém é fundamental que atitudes sejam mudadas visando a qualidade de vida e até como forma de prevenção. E, mesmo que tardio, a adoção de algumas práticas pode mudar o quadro de saúde do indivíduo favoravelmente.
 
A prevenção é o melhor remédio
 
De acordo com a nutricionista Lygia Maffei da Nova Nutrii, a melhor forma de prevenção é através da alimentação adequada, “Muitos males podem ser evitados através da alimentação saudável e, em casos de doenças crônicas como diabetes e hipertensão, a adoção de uma dieta específica é essencial para garantir a saúde do paciente.”
Muitas doenças crônicas são fruto de maus hábitos. Uma dieta desequilibrada, com alto consumo de comidas industrializadas, gorduras e açúcares ao longo da vida podem acarretar no surgimento de problemas como colesterol alto e hipertensão. Podendo agravar ainda mais por hábitos como fumo, consumo de bebidas alcoólicas e sedentarismo, a chance de desenvolver problemas como câncer e doenças cardíacas aumentam consideravelmente.
 
Uma boa dieta pode ajudar tanto a prevenir, quando a tratar este tipo doença. Alimentos integrais são fundamentais na prevenção de doenças crônicas. Por sua alta concentração de fibras, esses alimentos têm a capacidade de auxiliar na eliminação da gordura do organismo, acelerar e regular o sistema digestivo. Uma pesquisa recente feita pela universidade de Harvard apontou que a ingestão diária de alimentos integrais pode reduzir em 9% o risco de morte por doenças cardíacas. Também existem evidências de que este tipo de alimento pode prevenir o surgimento de doenças do trato digestivo como câncer de boca, faringe, laringe, estômago e reto, por exemplo.
 
O próprio INCA (Instituto Nacional do Câncer) afirma que uma dieta saudável pode reduzir as chances de desenvolver a doença em 40%. Porém o cuidado com a alimentação não é valido somente para a prevenção. O tratamento de doenças crônicas como diabetes, osteoporose e doenças degenerativas depende totalmente da correta oferta de nutrientes e controle da alimentação.
 
A qualidade de vida é promovida por diversos fatores, e nenhum deles devem ser negligenciados pela família, pelos cuidadores e muito menos pelos próprios idosos.
 
Seguindo estes conselhos, com certeza a pessoa que está na terceira idade desfrutará de longevidade e saúde, para curtir essa fase da vida, prevenindo-se e minimizando as preocupações:
 
Ter um plano alimentar diversificado e de acordo com sua dieta;
 
Fazer refeições balanceadas a cada 3 horas;
 
Comer vagarosamente, mastigando bem os alimentos;
 
Controlar a ingestão de gorduras e utilizar óleos mais saudáveis como o azeite de oliva;
 
Preparar pratos de fácil digestão, cortando alimentos em pedaços pequenos ou processados;
 
Evitar alimentos e bebidas industrializadas;
 
Reduzir o consumo de sal e açúcar;
 
Hidratar-se bem e vagarosamente;
 
Controlar o peso e os níveis de colesterol;
 
Praticar atividades físicas sob a supervisão de um profissional;
 
Exercitar a mente através da leitura, jogos ou a prática de uma atividade musical por exemplo;
 
Socializar, ter atividades agradáveis;
 
Consultar-se regularmente com um geriatra;
 
Uma atitude positiva e transformadora é essencial diante dessa fase da vida – a longevidade é sim um desafio, mas também é uma dádiva que deve ser celebrada. Ao contrário do que se pode imaginar a velhice não deve representar incapacidade e estagnação. É essencial ao idoso manter-se ativo e adotar hábitos saudáveis que favoreçam a manutenção da imunidade e do vigor físico e mental, garantindo assim saúde e bem estar!
 

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