Especialista comenta porque cuidar da saúde bucal é fundamental para o coração

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 45% das doenças cardíacas tinham origem na cavidade bucal, devido a caries profundas com comprometimento do canal, gengivas inflamadas, restos de dente e abscessos

 

Redação Plena

 
 
Todo mundo já está cansado de saber que para manter uma boca saudável é necessário escovar os dentes no mínimo 3 vezes por dia, principalmente após as refeições, além de fazer uso de fio dental e freqüentar o dentista periodicamente, especialmente os pacientes cardiopatas, diabéticos, hipertensos e imunossuprimidos.
 
“A relação entre a saúde bucal e a saúde do coração se dá através das bactérias que entram na corrente sanguínea através da boca e vão para o coração, podendo se proliferar e ocasionar doenças cárdicas, como arritmia, derrames, partos prematuros ou endocardite bacteriana”, explica Dr. Robert Coachman, dentista e diretor da Well Clinic.
 
Um estudo realizado pela Universidade Federal do Piauí mostra que o índice de mortalidade da endocardite chega a 21% nos pacientes com malformação cardíaca e a 50% nos pacientes com próteses dentárias.
 
“A endorcadite bacteriana é uma infecção grave das válvulas cardíacas ou das superfícies do coração, cuja bactéria que causa o problema pode ser proveniente de falta de cuidados com a higiene oral, como não escovar os dentes, e de doenças bucais existentes”, ressalta o especialista.
 
O Instituto do Coração (Incor) realizou uma pesquisa em São Paulo e constatou que 45% das doenças cardíacas tinham origem na cavidade bucal, devido a caries profundas com comprometimento do canal, gengivas inflamadas, restos de dente e abscessos.
 
Bactérias que chegam direto a boca também podem causar doenças como pneumonia, onde esses micro-organismos levam a infecção direto aos pulmões, e, também, artrite reumática, que chegam a inflamar as articulações.
 
De acordo com a American Dental Association (ADA), outros problemas bucais, como doença crônica gengival (periodontite), podem acarretar inclusive males no coração e nos pulmões. “É uma inflamação grave que resulta em mau hálito, sangramento, sensibilidade, retração da gengiva e até perda dental, podendo comprometer severamente a estrutura dentária se não tratada a tempo”, define Coachman. 
 
Uma outra pesquisa da Associação Brasileira de Odontologia relata que outro problema comum é a gengivite, mostrando que menos de 22% de adultos e 8% dos idosos têm as gengivas totalmente saudáveis. “Nesses casos, se a placa bacteriana não for removida, pode ocorrer a inflamação da gengiva, ocasionando vermelhidão, inchaço e sangramento. A situação pode ficar ainda pior se acumulada por um período maior, dando origem ao tártaro, que fica firmemente aderido ao dente”, finaliza o dentista.
 

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