Negligenciar mamografia anual aumenta risco de morte; especialista esclarece todas as dúvidas sobre câncer de mama

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A partir dos 40, mulheres não podem deixar de fazer o exame. Pacientes de alto risco, com histórico de câncer de mama na família, podem começar a realizar exames preventivos até mesmo antes dos 35 anos

 

Redação Plena

 
De acordo com o CDC, centro de prevenção e controle de doenças dos Estados Unidos, o percentual de mulheres com mais de 40 anos que fizeram mamografia nos últimos dois anos é de 66,8%. Estudo divulgado no jornal Cancer revelou que mais de 70% das mortes por câncer de mama num grupo de 7.000 pacientes ocorreram em quem costumava negligenciar a mamografia anual.
 
Na opinião de Flavia Jannotti, radiologista da CEDIMAGEM, em Juiz de Fora (MG), a mamografia é o padrão-ouro em termos de diagnóstico precoce de câncer de mama, devendo ser realizada anualmente a partir dos 40 anos. “A partir dessa idade, é importante não deixar de fazer o exame. Pacientes de alto risco, com histórico de câncer de mama na família, podem começar a realizar exames preventivos até mesmo antes dos 35 anos. Por isso é tão importante as mulheres conhecerem bem os fatores de risco para o câncer de mama e procurar um médico especializado se identificar que faz parte desse grupo”.
 
O fator de risco mais importante é ser mulher, mas também a idade da paciente, seu histórico familiar e sua genética contam muito. Há ainda outras condições que aumentam as chances de desenvolver câncer de mama, como obesidade, sedentarismo, mamas densas, não ter dado à luz o primeiro filho antes dos 30 anos, consumo excessivo de álcool e fumo, primeira menstruação antes dos 12 anos, terapia de reposição hormonal etc. De acordo com o INCA, há quase 60 mil novos casos de câncer de mama todos os anos no Brasil, sendo que as taxas de mortalidade continuam elevadas – fato que se atribui ao diagnóstico tardio, quando a doença está avançada.
 
Até mesmo o diagnóstico de quem faz mamografia todo ano não é fácil. “Como existem vários tipos de tumor, é preciso estar atento aos detalhes da imagem mamográfica. Alguns se apresentam como calcificações, outros como nódulos, outros se infiltram no tecido normal, dificultando sua distinção através do exame. Em alguns casos, costumamos recorrer ao ultrassom como diagnóstico complementar”, diz a radiologista. 
 
De acordo com a médica, a velocidade de crescimento dos tumores também é outro sinal de alerta. Os de crescimento rápido costumam surgir até mesmo no intervalo entre as mamografias anuais. “Todos os métodos de imagem têm o papel de ‘encontrar’ a lesão, podendo sugerir um aspecto maligno ou benigno. Apesar de podermos recorrer, além da mamografia, ao ultrassom e à ressonância magnética, apenas a biópsia costuma ‘diagnosticar’ o câncer.”
 
 

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