Neurocirurgião da Unifesp, que operou recentemente Juca de Oliveira, revela como funciona a técnica minimamente invasiva em cirurgias de coluna

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 Dr. Vinicius Benites conta sobre as vantagens da cirurgia para idosos; paciente tem uma recuperação mais rápida e pode ter alta hospitalar no mesmo dia
 

Redação Plena

 
Pesquisa da Organização Mundial da Saúde aponta que 60 milhões de brasileiros sofrem com dores na coluna, sendo essa a segunda causa de licença no trabalho. Os problemas levam também à aposentadoria por invalidez. Há três anos no Brasil, a artrodese de coluna minimamente invasiva proporciona aos pacientes uma melhor qualidade de vida, já no momento da operação. 
 
Segundo um dos pioneiros da cirurgia no país, o neurocirurgião Dr. Vinicius Benites, da Unifesp, a cirurgia minimamente invasiva consiste em um conjunto de técnicas permitindo que o tratamento cirúrgico de coluna seja realizado com uma mínima agressão ao paciente, geralmente com pequenos cortes, e em alguns casos, apenas com a introdução de agulhas.
 
“Para se ter uma ideia, no método tradicional de cirurgia de coluna o paciente passa pela UTI e demora, em média, quatro meses para se recuperar. Nas técnicas minimamente invasivas, a recuperação é em menos de 30 dias e muitos, tem alta hospitalar no mesmo dia”, afirma Dr. Benites.
 
As cirurgias são indicadas para qualquer idade, porém os idosos são os maiores beneficiados. “A nova técnica no Brasil envolve uma perda mínima de sangue, com trauma menor para o paciente, o que resulta em uma recuperação rápida, mesmo naqueles que possuem outras doenças como pressão alta (hipertensão arterial), diabetes, doenças renais entre outras”, explica o neurocirurgião.
 
Diversos casos podem ser tratados com as técnicas minimamente invasivas como as dores na coluna lombar e cervical, hérnias de disco, doença degenerativa da coluna e até tumores da coluna vertebral. 
 
O ator e dramaturgo Juca de Oliveira passou recentemente pelas mãos do neurocirurgião da Unifesp, devido a um problema de estenose lombar, que se agravou nos últimos meses. Responsável pela operação, Dr. Benites explica que a estenose de canal lombar é uma doença degenerativa que comprime a medula lombar. “Realizei a descompressão dos nervos da coluna lombar e fiz a estabilização por técnica minimamente invasiva. A cirurgia foi de manhã e a tarde o Juca já estava caminhando no quarto”.
 
A estenose lombar é consequência da artrose da coluna, ou seja, algumas pessoas possuem predisposição para desenvolver o problema e com o passar dos anos ela pode aparecer. “Não está diretamente relacionada ao peso ou atividade física e não há uma forma de prevenção específica. O tratamento conservador, isto é, com medicações e atividades físicas, se baseia apenas em amenizar os sintomas e não reverte a estenose e nem impede que a doença evolua. Nos casos em que a compressão é absoluta e o paciente possui dores intratáveis ou até danos neurológicos, a única opção de tratamento é a cirurgia”, afirma Dr. Benites.
 
Segundo o médico, o ator precisou ser operado em caráter de urgência, pois apresentou um quadro de dores terríveis que o impediam de sair da cama e que não tiveram qualquer melhora com os medicamentos. 

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