Obesidade aumenta risco de osteoporose

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Segundo o endocrinologista da ABRASSO, Dr. Sérgio Maeda, pacientes obesos ou com sobrepeso são mais vulneráveis à doença e precisam de acompanhamento nutricional para corrigir deficiências vitamínicas e fortalecer a saúde óssea

 

Redação Plena

Estudos epidemiológicos têm demonstrado o aumento da prevalência de obesidade, doença considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a epidemia global do século XXI. Além de provocar diversas complicações, como diabetes e hipertensão, a obesidade esta associada a um maior risco de fraturas. Nesta situação, é importante ter acompanhamento médico para garantir a ingestão adequada dos nutrientes necessários para uma boa saúde óssea.
 
Embora pareça paradoxal, pessoas obesas ou com sobrepeso apresentam deficiências nutricionais relevantes, devido à má alimentação e o aumento da adiposidade que podem ocasionar alterações na metabolização da vitamina D, na absorção de cálcio e de ferro. Estudos recentes mostram que cerca de 81% das pessoas obesas apresentam significativa frequência de fraturas por baixo impacto, em decorrência da hipovitaminose D.
 
De acordo com o endocrinologista integrante da Comissão Científica da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO), pacientes obesos devem redobrar os cuidados com a saúde óssea. “A obesidade não afeta a capacidade da pele em sintetizar a vitamina D, porém a maior quantidade de tecido adiposo “sequestra” a vitamina D, diminuindo a sua liberação para a corrente sanguínea”.
 
Suplementação nutricional
 
A suplementação de cálcio e vitamina D tem sido recomendada para a maioria das terapias de perda de peso com o objetivo de minimizar o impacto sobre a massa óssea. “Uma intervenção nutricional aliada à suplementação regular, com consumo adequado de cálcio, vitamina D e proteínas, além de um estilo de vida mais saudável, são essenciais para diminuir os riscos de osteoporose e fraturas”, finaliza Dr. Maeda.
 
Para isso, o ideal é incluir alguns nutrientes na dieta:
 
•        Proteínas: presentes nas carnes em geral, ovos, leites e derivados, soja, feijão e grão de bico;
 
•        Ferro: facilmente encontrados em carnes, vegetais verdes escuros e feijão;
 
•        Vitamina D: a principal fonte é a produção pelo próprio corpo a partir da exposição aos raios solares: recomenda-se cinco ou dez minutos de exposição direta de pernas e braços, sem protetor solar, entre 10 horas e 15 horas;
 
•        Cálcio: leites e derivados, salmão e sardinha.
 

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