Pesadelos podem ser pistas de doenças

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Pessoas que têm pesadelos correm mais riscos de sofrer doenças neurológicas, como demência e mal de Parkinson, indica pesquisa

 

Redação Plena

 
Sonhos aterrorizantes fazem parte da natureza humana. Quem nunca teve um pesadelo pelo menos uma vez na vida? Porém, é preciso ficar atento. Pessoas que gritam e chutam durante o sono correm mais riscos de sofrer doenças neurológicas, como demência e mal de Parkinson.
 
Pesquisa realizada pelo Hospital Clínico de Barcelona, na Espanha, acompanhou por dois anos e meio as imagens neurológicas de 43 pacientes que enfrentam problemas para dormir. Os distúrbios identificados pelos cientistas foram pesadelos, gritos e choros. Desses pacientes, oito deles desenvolveram algum tipo de doença neurológica: cinco tiveram mal de Parkinson, dois sofreram demência e um desenvolveu atrofia multissistêmica.
 
De acordo com Carolina Carmona, fisioterapeuta e especialista em medicina do sono da Duoflex, diversas são as causas dos pesadelos, mas os sonhos ruins só serão diagnosticados como uma espécie de transtorno se causarem problemas para a pessoa, ou caso ela não consiga descansar por causa deles. “Dentre os fatores que podem ocasionar os pesadelos estão o estresse, ansiedade, eventos traumáticos, privação de sono, medicamentos, entre outros”, explica.  
 
Carolina ressalta que os pesadelos são comuns e, quando ocasionais, não há com o que se preocupar. Porém, quando ocorrem de maneira frequente e atrapalham a qualidade do sono, recomenda-se procurar um médico. “Pesadelos ocasionais não são motivo de preocupação, mas caso eles sejam contínuos, impossibilitando o descanso ou atrapalhando nos afazeres diurnos, é necessário procurar auxílio médico. Vale ressaltar que não existe uma técnica certeira para evitar pesadelos. O que é possível fazer para tentar preveni-los ou reduzir sua frequência, é manter uma vida tranquila e saudável – com boa alimentação, atividade física e sono regrado. Ainda assim, eles podem aparecer de vez em quando”, comenta a especialista, que  nos dá mais algumas dicas simples que podem ajudar a manter a qualidade do sono:
 
o   Antes de pegar no sono faça uma atividade relaxante, que descanse o corpo e a mente e diminua o ritmo, como ler um livro, ouvir uma música calma ou um tomar um banho demorado;
 
o   Hora de dormir é hora de desligar-se. Para que haja um descanso completo do corpo e da mente é preciso concentração. Escolha um ambiente com temperatura agradável, silencioso e escuro. A luz prejudica os ciclos biológicos e interrompe a produção hormonal (cortisol e melatonina), causando a sensação de cansaço pela manhã;
 
o    Durma com um travesseiro adequado ao seu biótipo e postura. O travesseiro deve preencher completamente o espaço existente entre a cabeça e o colchão, formando um ângulo de 90º no pescoço, mantendo coluna cervical e lombar sempre alinhadas. Durma, de preferência, de lado, com as pernas semiflexionadas e mantenha um travesseiro baixinho entre elas para evitar a rotação da coluna e os atritos entre os joelhos e os tornozelos;
 
o   Para manter a cabeça fresca, é necessário um ambiente fresco. Para isso, durma em locais bem ventilados, com roupas leves e com travesseiros que evitem a transpiração;
 
o   Fazer refeições antes de deitar, principalmente ingerir alimentos que promovem o aumento dos níveis de insulina (acionando assim o metabolismo), pode influenciar na má qualidade do sono. Quanto maior a refeição noturna, maior dificuldade de digestão e pior o sono;
 
o   Para um sono revitalizador, é preciso ao menos oito horas de sono. Só assim o corpo consegue realizar todas as funções que ocorrem durante o período noturno.
 

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